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"Os sabiás da crônica" reunidos em lançamento da Autêntica

Antologia organizada por Augusto Massi traz textos de Rubem Braga, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Stanislaw Ponte Preta e José Carlos Oliveira, escritos entre 1930 e o início do século XXI

O ano era 1967: naquele verão, um time com os maiores cronistas brasileiros de todos os tempos se reunia na célebre cobertura de um deles, localizada na Rua Barão da Torre, em Ipanema, no Rio de Janeiro. O motivo para o lendário encontro, imortalizado pelas lentes do fotógrafo Paulo Garcez, era nobre: realizar um ensaio fotográfico para divulgar os primeiros títulos da recém-fundada Editora Sabiá, que funcionou entre 1966 e 1972.

A foto mostrava Rubem Braga, o proprietário do imóvel, ladeado por Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Stanislaw Ponte Preta e José Carlos Oliveira. Este registro que atravessou o tempo e a vontade de ver esses nomes juntos novamente serviram de inspiração para a editora Maria Amélia Mello, que decidiu reproduzir, agora em livro, o encontro dos sabiás da foto tirada quase 55 anos atrás. Assim nasceu a antologia Os sabiás da crônica, lançamento da Autêntica Editora que chega este mês às livrarias.

O volume foi organizado por Augusto Massi, escritor e professor de Literatura Brasileira na USP, e reúne 90 crônicas – 15 de cada autor – publicadas pela primeira vez nos mais diversos jornais e revistas da época (quase todos já inexistentes), formando um rico painel dos anos 1930 até o início do século XXI. Fotografias do famoso ensaio abrem o volume, formando uma espécie de prefácio visual que ilustra fielmente a atmosfera da antologia e revela a intimidade deste encontro. Nas fotos, outra presença ilustre: um jovem Chico Buarque, então promessa da música brasileira.

Os sabiás da crônica combina duas perspectivas, conforme explica Augusto Massi em seu texto de apresentação – uma verdadeira aula sobre a trajetória dos autores, o gênero crônica e a sociedade literária brasileira no período. “A primeira, histórica e diacrônica, propõe alguns roteiros de leitura cronológicos: o volume abre com o velho Braga e fecha com o cronista da juventude Carlinhos Oliveira; as quinze crônicas reservadas a cada escritor percorrem das obras de estreia até as coletâneas póstumas, da cidade natal à obtenção da cidadania carioca, etc”.

A segunda, literária e sincrônica, continua explicando o organizador, “parte de uma reflexão sobre o ofício, projetando um amplo prisma temático capaz de enfeixar os sabiás em torno de núcleos comuns: a etnografia sentimental dos bairros e dos bares, os diálogos com a música e o cinema, os perfis de artistas e amigos, o versiprosa, as histórias de passarinho, o futebol, os tipos urbanos, entre outros”.

A ordem em que são apresentados os textos não é acidental e ocupa papel de destaque: tem o propósito de mostrar um quadro histórico e cultural da amizade do grupo. O resultado é a celebração do afeto que uniu estes grandes escritores com diferentes personalidades e visões de mundo, eventuais discordâncias estéticas, sociais e políticas, que tinham em comum o senso de humor, a inventividade, as quebras de convenções e as novas formas de narrar a vida. Assim como a crônica, o mais brasileiro de todos os estilos literários.

SOBRE O ORGANIZADOR
AUGUSTO MASSI é professor de Literatura Brasileira na USP. Como poeta publicou Negativo [SP: Companhia das Letras, 1991], Vida errada [RJ: 7 Letras, 2001], Gabinete de curiosidades [SP: Coleção Luna Parque, 2016] e Borra [BH: Tipografia do Zé, 2020]. Como crítico organizou e prefaciou Retratos parisienses [RJ: José Olympio, 2013], de Rubem Braga, e Diário do Hospício e O cemitério dos vivos, de Lima Barreto [SP: Companhia das Letras, 2017].

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

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