Texto poético para crianças tem inspiração em versos de Caetano Veloso e sua mãe

09/01/2013 — Assessoria de Comunicação - Pluricom

O livro O menino e a lágrima de Vênus, da escritora mineira Lucia Castello Branco, conta a história de um menino sensível e sua relação com a vida e a natureza. Inspirado em fatos da vida do cantor e compositor baiano Caetano Veloso, a obra conta com ilustrações da artista plástica Maria José Boaventura e é lançamento da Autêntica Editora.

O livro pela autora

Quando li o delicioso relato de Dona Canô, em suas Lembranças do saber viver, colhidas por Antônio Fernando Guerreiro de Freitas e Arthur de Assis, fiquei parada em uma de suas memórias de família. Era uma cena de Caetano Veloso, ainda menino, que ela relatava com a sutileza de um olhar todo seu: “No meio do terraço tinha uma planta com umas folhas assim, parecendo de bromélia, mas não era, e dava uma flor, um lírio, chamava-se Lágrima de Vênus, que, quando abre, cai uma lágrima.”

A história prosseguia em ritmo de narrativa oral, e se encerrava numa frase coloquial, atribuída a Caetano: “Tô vendo a lágrima cair. Não vou sair daqui não, enquanto a lágrima não acabar de cair.”

A frase, já envolvida em ternura, não se comparava à ternura desse olhar de mãe de poeta, que Dona Canô parece sempre ter tido. E então, ao escutá-la assim, destacada de seu contexto, pus-me a devanear sobre esse menino poeta que tantas vezes me fez chorar com suas canções.

E assim fui me deixando levar: da lágrima de Vênus ao menino ilágrime, do menino poeta às cenas de amor ímpar que atravessam a infância e o olhar infantil. Por fim, tive a certeza de que minha comoção se devia não só à poesia do menino, mas sobretudo ao poema já antecipado no olhar de sua mãe. E tentei dizer, evocando as palavras de Caetano, o meu poema para essa aberta flor do amor: “E brilhas dentro, aqui.”

Sobre a autora – Lucia Castello Branco nasceu no Rio de Janeiro em 1955. Quando adolescente se mudou para Belo Horizonte e lá construiu laços fortes de amizade, de trabalho e de família (tem dois filhos mineiros). Morou nos Estados Unidos e em Portugal, onde fez seu mestrado e dois estágios de pós-doutorado. É professora titular em Estudos Literários na Faculdade de Letras da UFMG.

Sobre a ilustradora – Maria José Boaventura nasceu em Pirapora, norte de Minas, em 1952. Em Belo Horizonte, cursou a Escola de Belas Artes da UFMG especializando-se em Desenho e Pintura. Foi professora e artista no Rio Grande de Sul e em São Paulo. Realizou exposições individuais, participou de salões de arte e de exposições coletivas no país e no exterior. Teve vários trabalhos publicados e premiados como artista, ilustradora e autora, como o Prêmio Jabuti (1987), da Câmara Brasileira do Livro, e o Prêmio Luís Jardim (1989), da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Desde 1984, vive em Tiradentes, Minas Gerais.

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