Saiu na mídia: Correio Braziliense - "Um peixe dentro d'água"

20/05/2009 — Clara Arreguy, da equipe do Correio Braziliense - 30/01/2009

Confira notícia publicada pela jornalista Clara Arreguy no Correio Braziliense sobre o livro Peixe Morto, de Marcus Freitas:

Com texto sofisticado e trama elaborada, o escritor mineiro Marcus Freitas lança seu primeiro romance policial, Peixe morto, vencedor do prêmio Petrobras Cultural de 2007. Para quem é de Belo Horizonte ou conhece a cidade, o livro tem o sabor a mais de dar uma cor local rara nesse tipo de literatura.

A Lagoa da Pampulha, o bairro e o museu de mesmo nome, o câmpus da UFMG, o Mercado Central e outros pontos da capital mineira são os cenários para o enredo que gira em torno de peixes. Logo no primeiro capítulo, o narrador encontra, durante sua corrida matinal às margens do lago, o corpo de um homem morto, retalhado a incisões de taxidermista e com a boca cheia de tilápias.

Professor universitário, escritor e pesquisador da história da ciência, João, o protagonista de Peixe morto, conhece a vítima: trata-se de ninguém menos que o marido de sua amante. Os indícios do crime são todos vinculados às atividades de João, inclusive o motivo, relacionado com a estonteante Elisa. Desesperado por perceber que o assassino tenta incriminá-lo, João sai em busca de respostas.

Com erudição de sobra – é autor do ensaio Hartt: expedições pelo Brasil Imperial, 1865-1878, menção honrosa no Prêmio Jabuti 2002 entre as biografias -, Marcus Freitas esnoba em intercalar, em meio à narrativa do protagonista, cartas de personagens ligados aos pesquisadores e viajantes do período (século 19), entre os quais se encontra figura exponencial na ciência baseada em Minas Gerais, o cientista Willelm Lund (numa composição deliciosa criada pelo autor), que investigou os fósseis encontrados nas grutas da região de Lagoa Santa.

Entre reflexões sobre o criacionismo e descrições de peixes identificados no Brasil do século 19 por pesquisadores em expedições científicas que marcaram o período no Brasil, Marcus Freitas inclui na trama policial supostas aquarelas desenhadas por Jacques Burkhardt e extraviadas do Museu de Zoologia a que pertenceriam, nos Estados Unidos. Conhecimentos de arte, botânica, biologia, história e outros, assim, alimentam a inventividade do autor, ajudando a dar credibilidade à trama, em que imagens e informações sobre peixes estão presentes do crime chocante à mesa de um restaurante no Centro ou às paredes de uma sofisticada galeria de arte.

Com o sabido domínio da palavra escrita (comprovado em sua obra poética anterior) e o em nada surpreendente manejo da estrutura do gênero policial, Marcus Freitas diverte e entretém ao longo de uma narrativa ágil e cheia de suspense – quer o leitor se interesse ou não por tilápias, piraras, acarás e seus parentes.

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