Obra propõe estudo comparativo sobre as narrativas maravilhosas do cinema e da literatura

23/04/2009 — Assessoria de Comunicação

Livro analisa o maravilhoso como gênero narrativo com base em estudo comparativo sobre o cinema de ficção científica e os contos literários de cunho maravilhoso

Desde a literatura mitológica até a contemporaneidade os aspectos extraordinários, mágicos, maravilhosos fazem parte da cultura humana. As primeiras manifestações desse universo do maravilhoso ocorreram em sociedades ágrafas, nas quais a literatura, através de contos, circulava oralmente entre os povos, divertindo-os, assustando-os, causando fascínio. Esses contos passaram de geração a geração, se imortalizaram e foram registrados pela escrita e, posteriormente, pelo cinema. Para estudar o conceito do maravilhoso como gênero narrativo na literatura e no cinema, a professora Carolina Marinho produziu Poéticas do maravilhoso no cinema e na literatura, livro que será lançado em parceria pelas editoras PUC Minas e Autêntica.

Carolina mostra como a estrutura narrativa do cinema de ficção científica está próxima da estrutura mitológica e dos contos populares de tradição oral, de cunho maravilhoso. Partindo dessa comparação, a autora aplica suas reflexões nos clássicos Matrix, no cinema, e na literatura, com o conto “A Bela e a Fera”, partindo de sua matriz “Eros e Psique”. Esse estudo comparativo de Carolina Marinho passa pela Semiótica, pela Antropologia, pela Psicologia Junguiana e também pela Filosofia.

Segundo a autora, apesar da distância entre o cinema e a literatura, o conceito do maravilhoso está presente de forma muito similar nas duas áreas: “Embora literatura e cinema estejam inscritos em sistemas de signos muito diferentes, caracterizados por linguagens distintas, procuramos demonstrar que, apesar das singularidades que especificam cada um dos substratos nos quais as histórias são fixadas, podemos notar uma grande proximidade que as une pelo viés do maravilhoso”.

O livro, inspirado no pensamento do linguista e filósofo búlgaro Tzvetan Todorov, que considera o maravilhoso, o estranho e o fantástico como gêneros literários, investiga o maravilhoso não apenas no cinema e na literatura, mas também nos relatos de viagem, nas artes plásticas e em outros importantes registros. Essa incursão ao conceito do maravilhoso em outras áreas contribui para entender de que forma ocorreu essa migração da literatura ágrafa ao cinema.

Carolina Marinho é formada em Letras pela UFMG e em Desenho e Plástica pela UEMG. Cursou o mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC-SP e o doutorado em Literatura Comparada na Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo. Foi apreciadora literária do Círculo do Livro e crítica literária do Caderno 2 do jornal Estado de S. Paulo e da revista IstoÉ. Atualmente é professora de Semiótica no curso de Comunicação da PUC Minas.

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