"A história de uma musa", no Jornal O Tempo

06/05/2012 — Carlos Andrei Siquara, Jornal O Tempo

Publicado pela primeira vez em 1792, em Portugal, o poema “Marília de Dirceu” se sagrou a obra mais importante do poeta Tomás Antônio Gonzaga. Mais de dois séculos depois, desde a sua edição de estreia, se somam estudos, dos quais resultam livros, interessados em chegar mais perto da personagem apresentada nos versos do escritor árcade.

Autora do livro Marília de Dirceu: A Musa, a Inconfidência e a Vida Privada em Ouro Preto no Século XVIII, ora lançado, a jornalista e escritora Staël Gontijo é um dos nomes mais recentes a seguir o caminho deixado por Tomás Antônio Gonzaga. Nesse título, ela recorda a história de uma das musas mais conhecidas da literatura brasileira, a qual ela apresenta nos moldes de um romance biográfico.

Em seu processo de trabalho, ela diz ter se ancorado em estudo anterior elaborado pelo pesquisador Alexandre Ibañez, que por oito anos se debruçou sobra a figura de Marília de Dirceu. Calcada nesse material, Staël conta ter alinhavado os fatos em torno da vida da personagem cuja vida se mistura à de Maria Dorothea Joaquina Seixas, para quem o poema teria sido criado.

“O meu trabalho em grande parte se tornou possível porque a pesquisa dele é brilhante. Ibañez se aprofunda em tantos detalhes sobre o assunto que vão além da figura de Marília. Ele faz uma imersão no mundo em que ela estava inserida. Muitas vezes eu estava escrevendo uma cena e recorria ao seu estudo que tive como principal fonte. Lá eu encontrei várias informações, como o figurino, as condições de saúde e econômicas da época, detalhes que me deram base para escrever com segurança”, afirma Staël Gontijo.

Embora tenha seguido a trilha aberta por Ibañez, ela observa que o seu livro é diferente por apresentar uma linguagem que busca atrair o leitor interessado em biografias e em literatura. “A pesquisa de Ibañez é excelente, mas segue um modelo acadêmico. O meu livro, ao contrário, tenta tornar essa história atrativa por ser contada de maneira mais narrativa”, compara.

identidade. Ao mergulhar no universo de Marília, Staël revela que separar as fronteiras entre a vida de Marília de Dirceu e de Maria Dorothea é uma tarefa quase impossível. Poucos são os documentos que atestam sobre a relação de Maria Dorothea com Gonzaga, embora fosse público o fato de ele cortejá-la.

Resulta disso uma leitura dos fatos biográficos por meio da própria obra do poeta, a qual ela se refere como a melhor biografia escrita sobre Marília de Dirceu. “Apenas reconto a história dessa mulher que é singular e fascinante. Ela era muito diferente das outras, por isso atraiu tanto Gonzaga. Como toda musa, ela era uma mulher da sua época e uma exceção”, diz a autora.

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