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Bienal do livro SP

Boileau – Narcejac

Boileau-Narcejac: sob esse nome duplo ocultam-se dois escritores, Pierre Boileau (1906-1989) e Thomas Narcejac (1908-1998). Ambos aficionados por literatura policial e autores de romances de aventuras, eles se encontram e se associam em 1948. Inseparáveis desde então, seus papéis são, no entanto, claramente definidos: Boileau constrói a intriga; Narcejac redige, dá corpo e estabelece o texto definitivo. E, assim como a bomba de Hitchcock, que nunca deve explodir, para Boileau-Narcejac há uma regra de ouro: o protagonista nunca deve acordar de seu pesadelo. Sua primeira colaboração, Celle qui n’était plus, surgiu em 1952, e, reza a lenda, Alfred Hitchcock subiu pelas paredes para adquirir os direitos para filmá-la. Ele acabou superado pelo cineasta Henri-Georges Clouzot (As diabólicas), mas moveu mundos e fundos para obter os direitos de Vertigo quando o livro, D’entre les morts, foi publicado, em 1954. Mal sabia ele que a dupla Boileau-Narcejac havia escrito o livro tendo em mente o próprio Mestre do Suspense!

Na França, o filme foi chamado de Sueurs froides [Suores frios], o que levou o livro a ser assim rebatizado em suas edições subsequentes. Já no Brasil, o filme ficou conhecido como Um corpo que cai e, em Portugal, como A mulher que viveu duas vezes.

Boileau – Narcejac
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