Quem conto um conto aumenta um ponto - Histórias criadas a partir de ditados populares
de Bel Assunção Azevedo, Ilustrações: Sônia Magalhães .

Sinopse

Os ditados ou ditos populares, também conhecidos como provérbios, são sentenças que sintetizam e propagam a sabedoria de um povo. Por vezes engraçados, maliciosos ou chistosos, por outras místicos ou doutrinários e exemplares, uns se valendo de linguagem metafórica, outros bastante concretos e literais, todos representam uma moral popular baseada no senso comum e fazem parte de um acervo maior, que pode ser chamado de tradição oral.

Este livro apresenta alguns ditados como ponto de partida para poemas e pequenos contos que brincam com seus significados. A escolha buscou contemplar ditos conhecidos e bastante divulgados, na crença […]


Total de páginas: 64 Formato: 13,5 x 20,5 cm Acabamento: Brochura ISBN: 9788582354452 Código: 0500L20602 Gutenberg Edição: 2


Material Audiovisual PNLD LITERÁRIO 2020

Autoria

Bel Assunção Azevedo

Descobri o prazer da leitura muito cedo e enveredei por mundos encantados, vivendo aventuras, esperando, sofrendo, gargalhando e até, de vez em quando, ficando um pouco furiosa!

Aprender a escrever também foi uma libertação que desvendou uma possibilidade inesperada: eu mesma podia criar mundos que nem sabia existirem dentro de mim.

Mesmo assim, não imaginava tornar isso uma profissão e, ao longo da vida, fui seguindo por caminhos muito diversos.

Nunca abandonei a leitura, mas confesso que escrevia muito pouco, sem expectativas, de forma desorganizada e muito pouco sistemática a meu ver, escrever, assim como ler, são processos a serem exercitados e aprimorados por toda a nossa vida.

Foi quando tive a oportunidade de trabalhar com meu pai, um escritor, e o mundo da literatura voltou a fazer parte do meu dia a dia.

Certo dia, batendo papo com ele, surgiu a ideia de escrever algo sobre palavras enroladas, e caraminholas foi a primeira que surgiu na minha cabeça talvez pela sonoridade.

Na época, eu estava experimentando escrever com métrica e rimas, e no primeiro original utilizei o modelo das nossas quadras populares. Mais tarde, resolvi unir os versos, mas sem abandonar a métrica, e foi daí que surgiu essa espécie de prosa poética que tenho usado em muitos de meus textos e acredito trazer um ritmo interessante à leitura oral.

Sendo muito sincera, sempre tive caraminholas na cabeça! Achava que elas não serviam para nada e apenas usufruía delas por um prazer pessoal, sem maiores objetivos.

Descobrir que as minhas caraminholas, se trabalhadas e aperfeiçoadas ufa! , podem se transformar em livros e trazer, sobretudo, prazer a outras pessoas, tornou minha vida muito mais cheia de sentido!

Ilustração

Sônia Magalhães

Nasci no interior de São Paulo, na cidade de Araçatuba; depois me mudei para uma cidadezinha bem pequena chamada Guaiçara, onde adorava brincar nas ruas, nos rios e nas árvores. Gosto de mudanças, já vivi também no Rio de Janeiro e em Ouro Preto. Hoje em dia, moro e trabalho na cidade de São Paulo.

Faço ilustrações para livros e revistas, e dou aulas. Nas ilustrações que crio, uso sempre a técnica da colagem, que pode ser digital ou também feita com tesoura e cola. Na colagem, podemos usar vários recursos visuais, como este que utilizo nas ilustrações de O silêncio de Alice: usei imagens criadas em 1865, pelo ilustrador John Tenniel, para os livros Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. Assim, podemos ter um vislumbre poético de como seria um encontro entre a personagem Lili, deste livro, e a personagem imaginada pelo ilustrador dos livros de Lewis Carroll.