Os sabiás da crônica Código da coleção 0643L21609
de Rubem Braga, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Stanislaw Ponte Preta, José Carlos Oliveira .

Sinopse

Esta antologia é um convite à leitura de textos que resistiram à passagem do tempo. Além de reunir seis mestres da crônica, do lírico Rubem Braga ao rebelde José Carlos Oliveira, projeta um olhar inteiramente novo sobre a cultura brasileira. As noventa crônicas que compõem o volume formam um riquíssimo painel dos anos 1930 até a virada do século XXI: é o retrato de toda uma época.

Os sabiás da crônica celebra a força da amizade. E se engana quem pensa que a trama coletiva apaga o traço pessoal dos cronistas – pelo contrário, eles surgem aqui de corpo inteiro. O roteiro sentimental parte de cada cidade natal até desembarcar no Rio de Janeiro na década de 1940. O saber literário se mistura então ao sabor das experiências cotidianas: a roda viva de bairros e bares, as conversas sobre música e cinema, as receitas de feijoada, a poesia do futebol, tudo decantado numa prosa crítica e bem-humorada.

Organizado por Augusto Massi, o volume traz um prefácio visual com fotografias de Paulo Garcez que ilustram fielmente a atmosfera da antologia, revelando a intimidade do encontro que nos trouxe até aqui.


Código: 0643L21609 Autêntica Total de páginas: 400


Leia um trecho


Material Audiovisual PNLD LITERÁRIO 2022

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Autoria

Rubem Braga

Rubem Braga (1913-1990), escritor, jornalista e editor, foi também correspondente de guerra na itália no período da segunda guerra mundial e embaixador do brasil em marrocos. em suas inúmeras viagens, colheu materiais dos mais diversos para seu trabalho como cronista, ofício que exerceu com afinco até o fim dos seus dias. nascido em cachoeiro de itapemirim, no espírito santo, viveu boa parte de sua vida no rio de janeiro, onde perpetuou seu estilo de escrita ora lírico, ora irônico e bem-humorado.

Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes (1913-1980), boêmio por natureza, muito conhecido por sua produção como compositor, escreveu crônicas deliciosas sobre a vida no Rio de Janeiro e sobre a condição humana em geral. Poeta, jornalista, cantor, dramaturgo e diplomata, Vinicius de Moraes também foi um dos fundadores da Bossa Nova, nos anos 1950: “Chega de saudade”, letra de Vinicius musicada por Tom Jobim, foi considerada símbolo do movimento e eternizada no álbum de mesmo nome de João Gilberto.

Fernando Sabino

Fernando Sabino (1923-2004), nascido em Belo Horizonte, mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro, tornando-se muito conhecido por seus contos e romances, com os quais ganhou importantes prêmios literários, como o Jabuti. Foi também jornalista e editor, e fazia parte de um grupo de intelectuais que se reunia para discutir produções literárias e fatos culturais da época. Eram eles: Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende. Com uma produção considerável no campo da crônica, atuou durante longos períodos em diversos jornais, com destaque para o Jornal do Brasil e O Globo.

Paulo Mendes Campos

Paulo Mendes Campos (1922-1991), nascido em Belo Horizonte, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 23 anos. Tornou-se cronista em periódicos renomados, como Correio da Manhã, Jornal do Brasil e Diário Carioca, e em revistas, como Manchete. Poeta e tradutor, suas crônicas são dotadas de um lirismo ímpar, além de se ocuparem, em grande medida, da vida carioca, reverenciando nomes como os de Lamartine Babo e Mané Garrincha, ambos retomados nesta antologia.

Stanislaw Ponte Preta

Stanislaw Ponte Preta (1923-1968), cujo nome verdadeiro era Sérgio Porto, foi escritor, cronista e jornalista, com um trabalho marcado pela irreverência. Seu heterônimo, inspirado no personagem Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, foi usado pela primeira vez quando colaborava para o Diário Carioca. Nascido no Rio de Janeiro, morreu precocemente aos 45 anos, vítima de um ataque cardíaco durante o intervalo de seu programa de rádio.

José Carlos Oliveira

José Carlos Oliveria (1934-1986), capixaba de Vitória, atuou no Jornal do Brasil durante 23 anos. Legou-nos um conjunto de crônicas bastante expressivo, crítico e irônico, ainda pouco conhecido pelas novas gerações. Nas palavras do cronista, um autorretrato: “Sou Carlinhos Oliveira, o bem-amado, o mulherengo, o espirituoso, o imprevisível. Evtuchenko do Terceiro Mundo. Cronista das adolescentes febris de Ipanema, companheiro de viagem dos capitães da indústria, confidente de agiotas, cujas amantes se vestem em Paris e não perdem a temporada teatral de Nova Iorque. […] Carlinhos Oliveira, ninguém discute, é o derradeiro clochard; com seu aspecto mendigo ele circula num musical colorido de Hollywood. Resta saber se o fim será feliz”.