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Livro traça panorama alarmante das democracias e da ascensão da extrema-direita global

Em Os engenheiros do caos, Giuliano Da Empoli analisa casos de manipulação eleitoral e mostra que se trata de um fenômeno de proporções mundiais. Edição brasileira da obra traz análise exclusiva sobre as eleições presidenciais de 2018

“Cultivando a cólera de cada um sem se preocupar com a coerência do coletivo, o algoritmo dos engenheiros do caos dilui as antigas barreiras ideológicas e rearticula o conflito político tendo como base uma simples oposição entre ‘o povo’ e ‘as elites’. No caso do Brexit, assim como nos casos de Trump e da Itália, o sucesso dos nacional-populistas se mede pela capacidade de fazer explodir a cisão esquerda/direita para captar os votos de todos os revoltados e furiosos, e não apenas dos fascistas.”

As eleições de 2018 ficaram marcadas por um acontecimento até então inédito no país: a disseminação das fake news. Ofensas pessoais, disparos em massa no WhatsApp, denúncias de fraude no processo eleitoral ajudaram a criar uma aura de caos, medo e polarização, que modificou o cenário e contribuiu com a chegada ao poder de personagens até então pouco expressivos dentro do contexto político nacional. Mas essa não foi uma exclusividade da realidade brasileira.

É o que descobrimos com mais profundidade em Os engenheiros do caos – Como as fake news, as teorias da conspiração e os algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições, escrito por Giuliano Da Empoli, e que chega ao Brasil pela Editora Vestígio. O livro é resultado de uma investigação ampla e contundente que vai muito além do caso Cambridge Analytica e remonta ao início dos anos 2000, quando o movimento populista global, hoje em pleno curso, dava seus primeiros passos na Itália.

O livro descreve como essa engenharia do caos, orquestrada por tecnólogos, estrategistas, cientistas de dados e especialistas em Big Data, tornou possível a ascensão de líderes populistas e ultranacionalistas de extrema-direita na Itália, Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Hungria, Turquia. Sua influência também é percebida no aumento de parlamentares filiados a partidos de extrema-direita a cada ano nos congressos de diversos outros países, como Alemanha, Áustria, Espanha e França. Tudo isso utilizando dados de usuários das redes sociais e insuflando a população em um clima de medo e cólera.

Dominic Cummings, diretor da campanha do Brexit; Steve Bannon, o homem-orquestra do populismo americano; Milo Yiannopoulos, o blogueiro inglês graças ao qual a transgressão mudou de campo; e Arthur Finkelstein, judeu homossexual de Nova York que se tornou o mais eficaz conselheiro de Viktor Orban, o porta-estandarte da Europa reacionária, são alguns dos personagens centrais dessa galeria. E, especialmente para a edição brasileira, o autor acrescentou análises sobre o processo político que levou à vitória de Jair Bolsonaro.

“Juntos, esses engenheiros do caos estão em vias de reinventar uma propaganda adaptada à era dos selfies e das redes sociais, e, como consequência, transformar a própria natureza do jogo democrático. Sua ação é a tradução política do Facebook e do Google. É naturalmente populista, pois, como as redes sociais, não suporta nenhum tipo de intermediação e situa todo mundo no mesmo plano, com um só parâmetro de avaliação: os likes, ou curtidas. É uma ação indiferente aos conteúdos porque, como as redes sociais, só tem um objetivo: aquilo que os pequenos gênios do Vale do Silício chamam de ‘engajamento’ e que, em política, significa adesão imediata”, afirma Da Empoli.

SOBRE O AUTOR:
Nascido em Paris em 1973, Giuliano Da Empoli dirige o think tank (grupo de discussão) “Volta”, com sede em Milão.?Ex-aluno da escola Sciences-Po de Paris, foi secretário de Cultura da cidade de Florença e conselheiro político de Matteo Renzi (ex-primeiro-ministro italiano). Vive em Paris.

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

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