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Livro reconstrói a história sobre como a Operação Lava Jato surgiu, brilhou e se perdeu

Panorama crítico da força-tarefa é feito pelos cientistas políticos Fábio Kerche (Unirio) e Marjorie Marona (UFMG) em A política no banco dos réus (Autêntica Editora), que será lançada neste sábado, 7 de maio, na Livraria Quixote

A luta contra a corrupção é um pilar dos regimes democráticos. No caso brasileiro, recentemente, a Operação Lava Jato surgiu como um esforço coletivo de diversas instituições que se colocaram como a salvação da pátria: as investigações da Polícia Federal, o julgamento por diversas instâncias do Poder Judiciário e a atuação do Ministério Público Federal prometiam um país livre da apropriação indevida de recursos públicos. O noticiário massivo das investigações sacramentou o apoio da opinião pública, com momentos em que mais de 90% da população chegou a aprovar a operação, que prendia lideranças políticas, grandes empresários, lobistas e agentes financeiros.

Em 2020, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que tinha acabado com a Lava Jato, alegando que não havia mais corrupção no governo. O procurador-geral da República por ele indicado, Augusto Aras, conseguiu, em poucos meses, desarticular a força-tarefa que atuava desde 2014. Em outra esfera do poder, o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a anular diversas condenações, especialmente as que envolveram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por que e como essa atuação acabou dessa forma, deixando como efeitos, além da convulsão política, uma grave crise econômica?

Para compreender melhor todo esse cenário, os cientistas políticos Fábio Kerche (Unirio) e Marjorie Marona (UFMG) escreveram a obra A política no banco dos réus: a Operação Lava Jato e a erosão da democracia no Brasil, que traz uma análise crítica da força-tarefa que movimentou a política brasileira nos últimos anos.O lançamento, com a presença dos autores e sessão de autógrafos, acontece no próximo sábado, 7 de maio, às 14h, na Livraria Quixote (Rua Fernandes Tourinho, 247, Savassi), em Belo Horizonte.

LIMITES CONSTITUCIONAIS E DEMOCRÁTICOS DESRESPEITADOS
As principais instituições envolvidas nesse esforço de combate à corrupção passaram a atuar de maneira cada vez mais autônoma, ultrapassando limites constitucionais e democráticos. A Lava Jato teve uma ascensão meteórica. Depois de conseguir atingir aquele que era considerado o principal alvo da operação, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, a atuação contra a corrupção começou a definhar, até ser enterrada no governo Bolsonaro.

Com dados importantes de cada fase da operação, Kerche e Marona demonstram que a crise não ficou restrita ao campo político, com consequências econômicas graves. “Em relação aos efeitos deletérios da Lava Jato, como era de se esperar, eles extrapolaram o sistema político brasileiro para se estender para o campo econômico, em especial nas cadeias de petróleo e gás e na construção civil”, escreveram os cientistas políticos. Apesar disso, o fim da Lava Jato representa uma oportunidade para se retomar a normalidade democrática.

SOBRE OS AUTORES
Marjorie Marona é doutora em Ciência Política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua como coordenadora do Observatório da Justiça no Brasil e na América Latina (OJb-AL) e pesquisadora do Instituto da Democracia e Democratização da Comunicação (INCT/IDDC). Entre 2020 e 2022, foi secretária executiva da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP). Coorganizou as seguintes obras: Justiça e democracia na América Latina (Eduerj, 2021), Justiça no Brasil: às margens da democracia (Arraes, 2018) e O constitucionalismo democrático latino-americano em debate: soberania, separação de poderes e sistema de direitos (Autêntica, 2017).

Fábio Kerche é doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Autor de Virtude e limites: autonomia e atribuições do Ministério Público no Brasil (EDUSP, 2009) e coorganizador de Operação Lava-Jato e a democracia brasileira (Contracorrente, 2018).

Em abril de 2021, junto com o também cientista político Leonardo Avritzer, Marona e Kerche publicaram Governo Bolsonaro: retrocesso político e degradação política (Autêntica).

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