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Livro expõe outra face da história de eras passadas

François Reynaert publica ousado livro sobre impérios pouco estudados, abordagem fundamental para compreender as relações de um mundo globalizado

A história do homem tem mais de cinco mil anos e está espalhada pela ocupação humana em cinco continentes. Por que então a narrativa centrada no continente europeu é tão predominante? “Porque são os vencedores que escrevem a história”, crava o jornalista francês François Reynaert. “Durante muito tempo, os europeus acreditaram, com orgulho, que o conhecimento do seu próprio passado, da sua própria cultura, seria suficiente para compreender o universo. Estavam persuadidos de que somente seu modo de pensar iria prevalecer”, afirma Reynaert, em entrevista ao jornal francês Libération, sobre seu livro A grande história do mundo, que chega em fevereiro ao Brasil pela Editora Vestígio.

Com o subtítulo Uma viagem única pela história dos cinco continentes, a obra, que já está em pré-venda (R$ 87,90), busca ampliar o debate sobre a centralidade ocidental na narrativa histórica. “Como a Terra é redonda, todos os povos acreditam estar no centro do mundo”, explica o autor. “Este novo olhar sobre o passado e esta nova metodologia são apaixonantes e estão na origem de numerosas obras que nos permitem reler de forma original os acontecimentos já conhecidos ou ainda descobrir trechos da história até então ignorados”, explica o autor.

O livro se divide em três grandes períodos históricos, distribuídos em três partes: na primeira, é feito um apanhado da Pré-História, passando pela Alta Antiguidade e seguindo até a Idade Média; na segunda, entram em análise os anos entre os séculos XVI a XVIII; já na terceira, os séculos XIX e XX.

Em todos esses períodos, a narrativa trata de fatos marcantes, sem se concentrar apenas nos vencedores de conflitos ou em um único continente. Por exemplo, enquanto Carlos Magno reformulava o Império Romano no século IX, houve personagens e civilizações tão ou mais importantes que eles na mesma época? “Deixo ao leitor a satisfação de descobrir a resposta por si mesmo, entrando nessa grande história”, convida o provocativo Reynaert.

Ao trazer à luz versões menos conhecidas da história, a provocação e o esforço de Reynaert foram recompensados pelo público. Na França, o livro conquistou os leitores, que esgotaram a primeira edição, publicada em 2016. Em 2018, a obra foi laureada com o Prix des lecteures (Prêmio dos Leitores) pela editora Le livre de poche, como melhor ensaio do ano. A grande história do mundo se tornou também um sucesso em Portugal, onde foi lançado em 2017.

“COMO UMA CIVILIZAÇÃO SE SITUA EM RELAÇÃO ÀS OUTRAS
O olhar histórico proposto por François Reynaert fez do autor uma referência na imprensa europeia em debates acerca dos problemas do presente. Reynaert apresenta argumentos além da área econômica ou militar para esclarecer por que países como a China e a Índia são novamente consideradas grandes potências mundiais. Também apresenta fatos históricos para melhor compreender-se o passado de países como o Irã ou de países árabes.

“Decidi construir esta longa marcha através dos séculos procedendo pelo que podemos chamar de grandes patamares cronológicos. Isso permite descobrir a história de cada um dos grandes países, mas também compreender como uma civilização se situa em relação às outras”, diz Reynaert. Dessa forma, o jornalista nos ensina que uma análise geopolítica nunca deve ser baseada como algo linear na história do mundo.

A lição mais importante da obra, segundo o próprio escritor, é que um estudo mais plural do passado permite encarar com mais lucidez os problemas do presente, sem cair na tentação de adivinhar o futuro: “Em vez de pensar a vida tentando prever, em um futuro distante, uma idade de ouro ou um apocalipse, um tão improvável quanto o outro, parece mais sensato encarar nosso século tentando delimitar, com lucidez, os problemas do presente”.

O LUGAR DO BRASIL NO MUNDO APÓS 200 ANOS DA INDEPENDÊNCIA
O Brasil, que comemora o Bicentenário da Independência em 2022, é destaque na obra de François Reynaert. Na introdução, o autor sinaliza o país como uma potência mundial em ascensão, atrás da Índia e da China. Especificamente no capítulo que trata da América Latina, o autor salienta que o Brasil foi um império no século XIX e que, apesar de crises econômicas e regimes autoritários, conseguiu apresentar alto grau de desenvolvimento no século XX. Para este século, o Brasil se apresenta com o desejo de “aumentar sua influência e seu desenvolvimento”, sendo uma referência para novas “linhas de força no planeta”.

SOBRE O AUTOR
François Reynaert é licenciado pela Sciences Po, renomada universidade em Paris, e um dos mais conceituados comentadores da França. Assina uma crônica na revista semanal L’Obs, em que discorre acerca de fatos atuais com ironia e humor. É autor de vários livros, com destaque para obras de história. É ainda membro do júri do Prêmio de Flore, que incentiva novos autores de língua francesa.

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

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