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Federico Falco estreia no Brasil pela Autêntica Contemporânea

Romance sutil e delicado, ambientado no interior da Argentina, Planícies aborda a dor da separação e a passagem do tempo na planície – morada e metáfora, inclusive para o cultivo da própria escrita

“Na cidade, perde-se a noção das horas, da passagem do tempo. No campo isso é impossível.” Assim começa a história de um homem que muda de endereço, da cidade para o campo, em busca de seu passado e de seu futuro após o doloroso fim da relação com o namorado.

O narrador-protagonista do romance é um escritor que enfrenta crises de ordens distintas: conjugal, de meia-idade e criativa, com um bloqueio de escrita. E, quase como estratégia meditativa, buscando colocar-se no presente e se reestruturar para uma nova vida, recolhe-se a uma espécie de sítio, onde o ritmo é ditado pela natureza – um lugar onde o tempo é quase palpável e é possível cultivar a memória e viver o luto.

“A natureza tem uma linguagem cheia de repetições. Aprender a lê-las implica saber se deter, tomar nota, reconhecer, olhar de perto.” Essa é uma das chaves para a leitura deste sensível romance, estruturado em parágrafos tão curtos quanto profundos e dividido conforme os meses do ano, escrito pelo argentino Federico Falco. O livro chega ao Brasil pela Autêntica Contemporânea, com tradução de Sérgio Karam.

Federico Falco é um dos autores mais destacados de uma geração de ficcionistas argentinos que vem dominando a cena latino-americana, e além – apenas para citar alguns de seus contemporâneos já traduzidos no Brasil: Selva Almada, Carla Maliandi, Gabriela Cabezón Cámara, Pedro Mairal, entre outros.

“Na página escrita, porém, uma paisagem não é a paisagem, mas a textura das palavras com que a nomeamos, o universo que essas palavras criam.” Em Planícies, o espaço é a província: Zapiola, no interior da Argentina, e suas paisagens, em contraponto com a vida na metrópole. É lá que, enfrentando uma solidão extrema, Fede encontra nos livros companhia, vozes para estabelecer diálogo e reconhecer-se em uma troca bastante íntima, que é apresentada ao leitor por meio de citações de muitos dos escritores que o acompanham durante seu período de isolamento.

Falco empresta elementos biográficos a este relato, sobre o que afirma: “O uso da primeira pessoa me parece algo sumamente poderoso, até mesmo para alguém como eu, que basicamente leio e escrevo. Meu romance se aproxima da minha biografia, mas em outros aspectos é puramente ficcional. Quando se escreve em primeira pessoa e se deixam algumas pistas, falsas ou não, estabelece-se uma relação entre autor-narrador. Uma cumplicidade entre o narrador e o leitor”.

As reflexões do autor, que acabam por se confundir com as do narrador-protagonista, aproximam a elaboração das perdas, o luto e os processos da escrita dos cuidados com uma horta, sem deixar de recorrer à infância, à memória e ao amadurecimento.

E na horizontalidade da planície, onde o tempo é também protagonista, diante do que se cultiva, ao som dos ruídos que se destacam em meio a tanto silêncio, sobressai a busca incansável para responder à imposição do luto: Um corpo tomado pela tristeza, como se escreve?

Prosa carregada de poesia e precisão, entre silêncios e aprendizagens, Planícies aponta para a importância de contarmos nossas histórias. Nesse sentido, Juan Pablo Villalobos, premiado escritor mexicano e jurado do 38º Prêmio Herralde de Novela, do qual o livro foi finalista, conclui: “‘Contar uma história transforma quem a conta’, diz-nos o protagonista deste romance, que entende a escrita como uma forma de se vincular à vida. Mas lê-lo também nos transforma, nos faz sentir que, mesmo nos piores momentos, há uma terra em que podemos pisar e nos apoiar para encontrar a paz e uma literatura na qual podemos confiar para nos reconciliarmos conosco”.

Acesse a página do livro: www.grupoautentica.com.br

SOBRE O AUTOR
Federico Falco (Córdoba, Argentina, 1977) publicou quatro coletâneas de contos, um livro de poemas e dois romances. Em 2010, foi considerado pela revista Granta um dos Melhores Jovens Romancistas de Língua Espanhola e, em 2012, foi escritor residente no Programa Internacional de Escrita da Universidade de Iowa. Em 2017, a coletânea de contos Un cementerio perfecto foi finalista do Prêmio Hispanoamericano de Conto Gabriel García Márquez e, em 2020, Planícies foi finalista do Prêmio Herralde de Novela, um dos mais prestigiosos prêmios de ficção do mundo hispanofalante. Falco é bacharel em Comunicação (Universidade Blas Pascal) e especialista em Escrita Criativa em Espanhol (Universidade de Nova York). Atua como editor de contos da CHAI Editora, dedicada à publicação de ficção contemporânea internacional inédita em espanhol. Divide seu tempo entre Buenos Aires e as serras de Córdoba.

SOBRE A AUTÊNTICA CONTEMPOR NEA
Caçula entre os selos editoriais do Grupo Autêntica, a Autêntica Contemporânea inaugura seu catálogo em abril. Além de Planícies, a trinca inicial de lançamentos é composta por Mandíbula, da equatoriana Mónica Ojeda; e Esperando Bojangles, do francês Olivier Bourdeaut. João Maria Matilde, da brasileira Marcela Dantés, sai em maio.

Também já foram anunciadas as publicações de Um crime bárbaro, da brasileira Ieda Magri, em maio; O verão invencível de Liliana, da mexicana Cristina Rivera Garza, em julho; e Aqui. Neste lugar, da brasileira Maria José Silveira, em agosto.

Conheça outros títulos da Autêntica Contemporânea:
www.grupoautentica.com.br

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