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Press kit: "Ética - Edição monolíngue"

Ética - Edição Monolíngue

Clássicos das ciências humanas integram coleção recém-lançada pela Autêntica Editora

A reedição de O Panóptico, de Jeremy Bentham, é uma das traduções que chegam ao público

Após publicar Ética, versão bilíngüe (Latim-Português), em 2007, a Autêntica Editora acaba de lançar a edição monolíngue da obra do filósofo holandês Baruch Spinoza. Sucesso em sua versão Latim-Português, Ética chega às livrarias agora em novo formato e mais econômico. Além das edições da Autêntica, há outras duas traduções em português, uma feita em Portugal, outra, no Brasil. Ambas, remontam aos anos 1950. Tratando-se de um dos textos fundamentais do pensamento ocidental e de uma das obras mais magnânimas da história da Filosofia, era necessário, portanto, uma tradução atualizada. Afinal, mesmo sendo um texto incontestavelmente clássico, publicado originalmente em Amsterdã, em 1677, Ética é atemporal.

Segundo o tradutor, Tomaz Tadeu da Silva, sua atualidade consiste em suas implicações com a vida cotidiana e com a vida pública. O cuidado de Tomaz com o trabalho de tradução ser ressaltado. O princípio normativo foi o da produção de um texto que, sem deixar de ser fiel à expressão de Spinoza, estivesse mais próximo do léxico e da sintaxe da língua presentemente utilizada no Brasil.

Foram três anos de trabalho. Sobre sua tarefa, Tomaz Tadeu diz: “Foi preciso seguir uma série de princípios, nem sempre conciliáveis. Fidelidade ao texto latino e à nomenclatura filosófica do século XVII. É preciso compreender que, excetuando-se algumas poucas passagens, há uma ampla margem para a escolha pessoal do tradutor.” Definindo sua tradução como conscienciosa, Tomaz Tadeu chama a atenção para a o projeto gráfico da publicação, voltado para a legibilidade: “a ordem lógica de exposição de Ética, atualizada no método geométrico, iconiza, modeliza a ordem ‘real’ do mundo.”

Questionado sobre a Ética de Spinoza, ele diz: “os princípios de conduta desenvolvidos por Spinoza derivam não de um código fixo, transcendental, congelado, mas de um conhecimento adequado das leis da natureza (ou Deus, na fórmula de Spinoza), o que significa agir segundo a razão. A implicação é que pela razão nos tornamos capazes de moderar as nossas paixões e chegar a um estado de beatitude ou de felicidade”.

Ética monolíngue agora faz parte de uma nova série da Autêntica, que já conta com outra obra clássica, reeditada com novo formato e novo projeto gráfico: O Panóptico, de Jeremy Bentham.

Também com tradução de Tomaz Tadeu para o português, a partir do original em inglês, das cartas que constituem o principal texto de Jeremy Bentham, O Panóptico mostra como o homem pode ser refém de sua mente e de seus temores, além de permitir ao leitor uma percepção crítica das relações de poder em diversos contextos. Obra consagrada, O Panóptico caracteriza-se por sua riqueza interdisciplinar.

O texto de Bentham refere-se ao projeto de um dispositivo de vigilância que prevê que os vigiados devem, de modo progressivo e automático, comportar-se como se fossem observados, mesmo que isso não esteja ocorrendo. Assim podemos definir “panóptico”, como uma estratégia pensada para um sistema penitenciário que poderia ser concebido também em instituições como hospitais, fábricas e escolas e que acaba por contribuir para o amadurecimento de um poder pautado pela disciplina. É em sua conotação, entretanto, seu maior apelo: trata-se de um mecanismo que se articula com conceitos como poder e medo.

Durante muito tempo, a principal fonte de conhecimento sobre O Panóptico estava reduzida ao capítulo de Vigiar e punir que Foucault havia dedicado à sua análise. Foucault vê o panóptico como um microcosmo idealizado da sociedade do século XIX, na qual a disciplina tornou-se institucionalizada nas escolas, nos hospitais, nas prisões e nos asilos, mediante uma sujeição internalizada que era inculcada por meio da vigilância. A questão do poder é profundamente discutida na obra foucaultiana, bem como estratégias de normalização de conduta, o que deixa claro o diálogo que existe entre O Panóptico e a obra de Foucault.

Com a passagem da sociedade disciplinar para a sociedade de controle, a vigilância deixa de se dar pela presença do observador e passa a ser concebida pela idéia de poder horizontal e impessoal, passando a condizer com uma nova realidade que conformava a sociedade, cada vez mais interconectada, globalizada e com novas noções de espaço, comunicação e informação. As pessoas interessadas em ampliar o entendimento sobre o panóptico e a obra de Bentham têm, agora, à sua disposição, neste livro, um valiosíssimo material de consulta. A publicação se enriquece com a inclusão de dois ensaios fundamentais, escritos por duas pessoas referências em suas respectivas áreas: Jacques-Alain Miller e Michelle Perrot. O ensaio de Jacques-Alain Miller, “A máquina panóptica de Jeremy Bentham”, foi originalmente publicado na revista Lugar, nº 8, 1976. Michelle Perrot, por sua vez, nos proporciona com o texto “O inspetor Bentham”, um interessantíssimo perfil pessoal e intelectual de Jeremy Bentham.

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (11) 3034-4468.

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