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Saiu na Mídia - O Tempo - "A história da capital mineira desenterrada pela ficção"

14/11/2009 — Igor Costoli, Jornal O Tempo

Uma morte e um enterro suspeito, feito às pressas, deflagraram a curiosidade da escritora Beatriz Magalhães, que resultou no livro Caso Oblíquo (Autêntica Editora), que será lançado hoje, às 10h30, na Quixote Livraria.

Beatriz estudou a história da fundação da capital mineira. É autora de “Belo Horizonte: Um Espaço para a República” (Proex/UFMG, 1989), livro que analisa o projeto de construção da cidade e a ideologia por trás de sua concepção. “Continuei fazendo trabalhos relativos à cidade e me deparei com esse fato, de um enterro ter sido feito em um cemitério que não estava demarcado”, afirma.

Assim começa “Caso Oblíquo”, relato que reconstrói de forma ficcional a atmosfera dos primeiros anos de Belo Horizonte. A protagonista de Beatriz era uma imigrante belga que, como tantos outros imigrantes, veio para o Curral Del Rey no final do século XIX. “Ela morreu no começo de 1897, antes dos 20 anos. E foi um caso abafado, em que o pai não quis que ela fosse enterrada no cemitério provisório. Então ela foi enterrada onde seria o definitivo, mas que sequer havia sido demarcado”, diz.

Por esse motivo, a jovem foi enterrada de forma oblíqua em relação ao traçado correto, daí o nome do livro. “O enterro dela contrariava esse pensamento positivista, geométrico e regular, que norteava a fundação da cidade. Ela acabou enterrada a 45 graus do que deveria ter sido”, conta.

O livro desnuda a tese de que, por trás dessa decisão estranha, haviam outros interesses que vão sendo revelados pela publicação. “Havia ali uma questão maior. Belo Horizonte estava sendo alvo de uma campanha de difamação movida por Ouro Preto contra a mudança da capital”, explica.

Sgundo Beatriz, o enterro fez parte de um processo de ocultação da morte da jovem, que incluiu a ausência do fato também nos jornais da época. “Essa morte, como se vê no livro, não servia à conveniência da Comissão Construtora da nova capital. Minha interpretação é que houve uma vontade de não expor essa morte no ano da inauguração”, resume.

AGENDA
O que: Lançamento de “Caso Oblíquo”, de Beatriz Magalhães
Quando: Hoje, às 10h30
Onde: Quixote Livraria (rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi)
Quanto: Entrada Franca. O livro pode ser adquirido por R$ 34.

Metalinguagem
Realidade combinada com criação

Para escrever “Caso Oblíquo”, Beatriz Magalhães recorreu a recortes de jornais e outros documentos que ajudassem na recriação da cidade.

“Ele é uma ficção embasada no real, no qual eu tive que construir ficcionalmente para poder articular as questões com os fatos”, explica. A obra ainda vem acompanhada de epígrafes desses jornais da época para dialogar com o texto.

Para Beatriz, o principal do livro é recuperar esse momento perdido da história da capital mineira, dando visibilidade a uma transformação perdida no tempo. “Essa mudança radical fica impressa na cidade. O livro visa mostrar como um pequeno arraial vai se tornando uma metrópole, uma babilônia com estrangeiros, línguas e práticas culturais muito diferentes”, diz.

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

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