Reflexões na Web - "Livro de Receitas do Professor de Português" é destaque em matéria do jornal Hoje em Dia

03/09/2007 — Elemara Duarte, Jornal Hoje em Dia

Ao sabor da rede mundial, já existe um banco de dados que oferece propostas de leitura e escrita testadas, aprovadas e em constante adaptação que levam o aluno à uma prática reflexiva – um objetivo almejado por todos os professores de língua portuguesa. A origem de tudo é a professora da Faculdade de Letras da UFMG, Carla Viana Coscarelli.
As propostas possibilitam colocar em prática uma concepção bem contemporânea do ensino da língua que, hoje, nada tem de conservador, se comparado ao antigo modelo, que era regido sob a severa batuta da gramática normativa e das cartilhas. O Projeto Redigir, como é conhecido, não oferece modelos prontos. Está tudo ali para ser salvo, colocado em prática e, se não der certo, os professores se interagem para que a atividade possa ser mudada e melhorada.

Site de infinitas possibilidades de ensino

Assim mesmo, no infinitivo e com várias possibilidades, o Redigir se propõe a contribuir para uma nova prática de ensino com a elaboração de propostas interativas. Além de professora na Faculdade de Letras da UFMG, a criadora e coordenadora do projeto, Carla Viana Coscarelli, acaba de concluir um curso de pós-doutorado em Ciências Cognitivas, na Califórnia, Estados Unidos. Com um currículo a favor da teoria, ela é uma adepta do ensino pro meio da prática, e se for com criatividade, melhor ainda. O projeto começou em 1999 como uma oficina aberta à participação de todos os funcionários da UFMG; hoje é direcionado a professores.
«A gente quer que o aluno saiba escrever e ler bem», define Carla Coscarelli. Textos publicados na Internet, letras de música e charges são trabalhados no projeto. E o texto não precisa ser somente verbal. A equipe já se prepara para aproveitar os textos não verbais do site de divulgação de vídeos, o YouTube. Saber interpretar é mais que uma palavra de ordem para a equipe. É preciso ter habilidades de leitura bem definidas, como identificar uma metáfora, uma ironia, uma tese, argumentos na «multimodalidade» de textos existentes na comunicação.
Atualmente, o trabalho tem como público-alvo os professores de Língua Portuguesa, que têm à disposição uma atividade de leitura ou produção de textos acompanhada de uma grade de resposta e comentários. «Esperamos receber feedback do professor que utilizar essas atividades em sala de aula. É essa interação entre professores e a equipe do Redigir que vai dar vida a esse site», orienta a equipe na página do projeto.
«Geralmente, se uma atividade que vêm na cartilha não der certo, o problema é do professor e cabe só a ele pensar na solução», destaca a usuária do site, a professora de Leitura e Produção de Texto do Centro Universitário UNA, Maria Aparecida Araújo e Silva. Com a interação, o projeto Redigir oferece a possibilidade de diálogo. «Não é uma forma estanque como a impressa. Graças à equipe, existe uma cumplicidade, um suporte na aplicação destas propostas», completa.
Essas atividades, devidamente testadas e aprovadas por meio da interação virtual acabam de oferecer motivos para a publicação de um livro. O «Oficina de Texto» será publicado pela Editora UFMG e tem por autoras a coordenadora Carla Coscarelli e a ex-integrante da equipe Redigir e atual professora de Português da rede particular em Belo Horizonte Daniela Mitre. «Fazemos o que todo professor sonha fazer: testamos as atividades antes de usá-las em sala de aula», comenta Daniela.

Site busca interação com usuário comum

A professora Maria Aparecida de Araújo e Silva diz que as atividades do site são para os ensinos Fundamental e Médio. Devido à versatilidade das propostas, ela também emprega essas idéias no ensino da língua portuguesa para cursos superiores técnicos como logística, gestão de produção industrial e gestão de recursos humanos. «É um perfil de aluno que procura a prática. As atividades agradam a todos,» diz a professora. Carla Coscarelli confirma essa capacidade das atividades, acrescentando que é preciso formar, por exemplo, um leitor eficiente que dê conta de ler e-mail, reportagem e até bula de remédio.
Para isso, o projeto lida com o professor que dissemina a idéia na sala de aula. De acordo Maria Aparecida, a situação ideal para o Redigir é atender tanto o professor quanto o usuário que queira desenvolver as habilidades de leitura e escrita, sem estar na sala de aula. Apesar de não listar na pauta atual do projeto, a interação com o usuário comum foi a semente da qual nasceu o site.
O Redigir era um projeto de leitura e produção de textos a distância, que tinha como público-alvo todos aqueles que se interessavam em desenvolver habilidades envolvidas nessas atividades. Para isso, eram colocadas no site do projeto atividades semanais feitas pelos participantes e comentadas pelos colaboradores (professores e estagiários). Participantes de todo o mundo marcavam presença no site para aproveitar a consultoria gratuita oferecida pela equipe.
Com o tempo, a equipe percebeu que muitos professores usavam as atividades do Redigir em sala de aula. Depois que o projeto parou de disponibilizar as tarefas, muitos professores manifestaram, por e-mail ou em encontros pessoais, a falta que sentiam do material postado no site. Essas manifestações incentivaram a possibilidade de voltar a criar e disponibilizar atividades novamente em um site, agora direcionadas a esse grupo. As atividades do Redigir também foram publicadas no Livro de Receitas do Professor de Português, pela Editora Autêntica, de autoria da coordenadora do projeto.
www.letras.ufmg.br/redigir

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