Pesquisadora resgata perfis de grandes editores artesanais brasileiros

17/07/2013 — Assessoria de Comunicação - Pluricom

O processo de produção de editores artesanais é quase passional. O editor artesanal é um apaixonado por livro e seu trabalho reúne, no geral, tarefas claramente separadas: ele é, ao mesmo tempo, autor, ilustrador, editor, diagramador, designer, tipógrafo e distribuidor. E o resultado é um processo individualizado, com tiragem reduzida e com projeto gráfico rico e cuidadoso. Para lançar um novo olhar sobre esse trabalho, a historiadora Gisela Creni traça o perfil e reconstrói a produção artesanal de sete editores, no livro Editores Artesanais Brasileiros, co-edição da Autêntica Editora e Fundação Biblioteca Nacional.

A autora apresenta um relato minucioso sobre a produção das editoras artesanais e revela os perfis dos editores João Cabral de Melo Neto, na editora O Livro Inconsútil; Manuel Segalá, na Philobiblion; Geir Campos e Thiago de Mello, na Hipocampo; Pedro Moacir Maia, na Dinamene; Gastão de Hollanda, nas editoras O Gráfico Amador, Mini Graf e Fontana; e Cleber Teixeira, na Noa Noa. Todos eles iniciaram suas atividades na década de 1950, com exceção de Cleber Teixeira, que começou em 1965.

Além de resgatar parte de suas histórias por meio de entrevistas realizadas entre 1993 e 1995, mostra como suas edições contribuíram para os novos rumos da estética editorial brasileira. A obra também retrata como os editores artesanais enriqueceram a literatura brasileira, especialmente a poesia – dada a preferência por esse gênero –, e por priorizar a publicação de seus próprios livros e os de amigos escritores estreantes, que tinham dificuldade em encontrar editoras dispostas a investir em nomes desconhecidos do grande público.

De acordo com a autora, a grande diferença entre o livro artesanal e o comum estaria exatamente no fato de o primeiro ser concebido e idealizado de uma maneira integral. Todos esses cuidados, do ponto de vista gráfico, não teriam como objetivo apenas embelezar o livro, mas também ressaltar e buscar uma correspondência com o conteúdo da obra publicada, como afirmou Augusto de Campos sobre o trabalho do editor Cléber Teixeira, da Noa Noa: “Ele é capaz de dar a um livro o mesmo tratamento que um poeta dá a um poema”.

Em depoimento sobre as edições de Pedro Moacir Maia, Carlos Drummond de Andrade também exaltou o aspecto gráfico dos livros artesanais, que oferecem ao leitor mais que apenas uma leitura: “As edições Dinamene […] agora produzem volantes de formato variado, em que a cor, o desenho, a estrutura gráfica dão aos poemas aquela atmosfera de luxe, calme, et volupte, captada por amadores refinados. Se o poema é uma realização abstrata, uma exalação de vapores verbais, sua vestimenta física dá-lhe concreção de objeto visitável. A leitura torna-se visual-tátil. Pedro Moacir Maia explora com elegante sobriedade o requinte do poema-cor-papel-imagem”.

Sobre a autora – Gisela Creni nasceu em São Paulo, em 1965. Graduou-se em Editoração pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e obteve o título de mestre em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, cuja dissertação resultou neste livro. Atua no mercado editorial há quase 30 anos, a maior parte deles na editora Companhia das Letras.

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