“O circo no risco da arte” trata do universo circense a partir da análise de pesquisadores franceses

25/06/2009 — Assessoria de Comunicação

Desde o final do século XVIII o circo vem reinventando suas relações com o corpo, a palavra, o objeto e o espaço. A partir de 1980, entretanto, um novo movimento se intensificou, principalmente na França. O interesse dos artistas de teatro, da dança e da música pelo circo, formando um intercâmbio entre as artes, que chegou para desestruturar as categorias e as hierarquias circenses tradicionais, mostrou a riqueza de possibilidades que um picadeiro pode acolher. Surge, assim, desta interface entre as artes, o circo contemporâneo. E é sobre esse universo de magia e encanto que trata o livro O Circo no risco da arte, da Autêntica Editora. Organizado por Emmanuel Wallon com a contribuição de Caroline Hodak-Cruel, traduzido por Ana Alvarenga, Augustin de Tugny e Cristiane Lage, a publicação reúne artigos de 20 renomados pesquisadores franceses acerca do processo de desenvolvimento e evolução do circo, desde o início até os dias atuais. O lançamento integra a programação do Ano da França no Brasil.

O livro aponta que o circo hoje está acompanhado de formas que nos remetem, em parte, ao espetáculo tradicional, às suas figuras que renovam sua linguagem com a ajuda de outras artes cênicas, como a dança, o teatro, a performance, o espetáculo audiovisual. “O circo contemporâneo tem a tendência de se integrar em uma continuidade frequentemente inédita daquilo que antes dependia da sucessão de fragmentos, de números em benefício de um novo relato, de uma nova narrativa”.

Entre os pontos abordados está a relação entre o circo e o teatro, a importância do corpo como instrumento artístico de proeza e performance, além de vários estudos e pesquisas sobre as possibilidades de um espetáculo. O circo limita sua ambição ao êxito de seu jogo, cujos principais valores são a virtuosidade, a perfeição do gesto, o desafio lançado à dificuldade e o gosto pelo extremo. “Ele propõe, ainda, a quem o pratica uma primeira aprendizagem, que é essencial: o do risco a se correr, que só pode ser assumido pelo trabalho, que é o único a promover o rigor do gesto, a exatidão do movimento, a força da atenção. É verdade que tudo é ficção, mas leva constantemente à realidade: assim que se entra na pista, sabe-se que pelo menor erro, pela mais ínfima negligência, pela menor sombra de desenvoltura pode-se pagar muito caro, em pesadas perdas e, por vezes, irreversíveis”.

Os autores destacam que o conhecimento do universo circense passa por suportes que revelam tanto a gênese de um espetáculo quanto as escolhas estéticas de um artista, as obrigações administrativas de uma instituição ou mesmo os elementos de comunicação e referências características de uma marca. Como forma de compartilhar este conhecimento e permitir que ele se multiplique, o livro disponibiliza uma lista de fontes de pesquisa sobre o universo do circo, muitas vezes negligenciado enquanto manifestação artística, principalmente no Brasil.

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