Lançamentos inauguram coleção Historiografia de Minas Gerais

03/11/2008 — Assessoria de Comunicação

A Autêntica lançará no dia 6 de novembro, quinta-feira, às 19h, na Leitura Pátio Savassi, os dois primeiros livros da coleção Historiografia de Minas Gerais: História de Nossa Senhora em Minas Gerais – origens das principais invocações, de Augusto de Lima Júnior e A invenção das Minas Gerais – empresas, descobrimentos e entradas nos sertões de ouro da América portuguesa, de Francisco Eduardo de Andrade. Os livros também serão lançados em Ouro Preto, dia 14 de Novembro, às 19h, no Museu do Oratório.

A Coleção, coordenada pelos historiadores Francisco Eduardo e Mariza Guerra de Andrade, é dividida em duas séries que serão editadas continuamente com duas obras por vez: a série “Universidade” apresenta trabalhos acadêmicos recentes, que contribuem e enriquecem o acervo de estudos históricos de Minas Gerais. A série “Alfarrábios” é formada por obras já editadas há décadas, algumas inclusive desconhecidas, mas que possuem abordagens e temas inovadores historiograficamente.

Para a coordenadora Mariza Guerra, a Coleção Historiografia de Minas Gerais, em boa hora, ambiciona constituir-se em uma contribuição importante para reconhecer e trilhar os percursos diferenciados da história da historiografia, no esforço de articular a obra (sobre temáticas mineiras) ao campo historiográfico (discursos e saberes históricos) da sua época. Ela quer se dirigir a leitores diferenciados, estudiosos ou não da vida mineira, propondo-lhes um diálogo instigante e vivo com textos dessa historiografia, que se instituiu no confronto entre escritas do passado e do presente.

Livro revela história de Nossa Senhora em Minas Gerais

Reedição apresenta elementos da história do Brasil e de Portugal além de surpreendentes imagens

O livro História de Nossa Senhora em Minas Gerais – origens das principais invocações, de Augusto de Lima Júnior, publicado originalmente em 1956 pela Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, ganha reedição comentada e distribuição nacional. A iniciativa é das editoras Autêntica e Puc Minas. Duas contribuições valiosas deste trabalho podem ser citadas: o resultado dos estudos feitos pelo autor sobre as origens das devoções à Virgem Maria em Portugal e sua iconografia e a reprodução de parte da

coleção iconográfica, muito pouco conhecida, selecionada pelo sobrinho-neto Luís Augusto de Lima.

Trata-se de uma referência de grande importância para as pesquisas sobre a religiosidade em Minas Gerais que contempla questões como a imaginária, a iconografia de Maria e as origens das invocações mais encontradas em Minas e no Brasil. Em prefácio à primeira edição, no dia 15 de agosto de 1955, Augusto de Lima Júnior afirmou que “o fenômeno religioso é de suma importância para os estudos sociológicos de um povo e explicam (como é o nosso caso) muitos fatos do povoamento e da transformação dos costumes aventureiros na civilização que vamos construindo dentro de nossas próprias tradições”.

A partir da leitura deste livro é possível acompanhar o povoamento e a formação histórica da região, compreendendo o fenômeno religioso como parte significativa da vida cultural. Informativo, rico em registros iconográficos, este livro tem o mérito de se inscrever na ação ofensiva de seu autor pela defesa do patrimônio histórico e artístico mineiro. Sua leitura interessa não apenas aos estudiosos de história social e cultural dos séculos XVIII e XIX, mas também aos leigos nessa temática.

Augusto de Lima Júnior, personagem de relevância na primeira metade do século XX, em Minas e no Brasil, foi advogado, funcionário da Marinha no Rio de Janeiro, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e da Academia Mineira de Letras, além de um ativo escritor de jornal, com muitos artigos e livros publicados. Encarregado por Getúlio Vargas, estabeleceu os entendimentos e trouxe para o Brasil os restos mortais dos Inconfidentes, hoje no Museu da Inconfidência. Também foi um dos responsáveis pelo decreto de Vargas que tornou Ouro Preto monumento nacional. Sempre interessado e envolvido em questões de interesse nacional, defendeu nosso patrimônio nos anos 1950, quando poucos o conheciam e valorizavam.

Livro apresenta novas abordagens para a história de Minas e para o bandeirismo paulista

Obra trata da construção da identidade mineira, a partir do descobrimento e da entrada nos sertões de ouro de Minas Gerais

Também fruto da parceria entre as Editoras Autêntica e Puc Minas, o livro A invenção das Minas Gerais – empresas, descobrimentos e entradas nos sertões de ouro da América portuguesa, de Francisco Eduardo de Andrade, permite a ampliação do panorama recente sobre os estudos históricos mineiros e figura como uma publicação voltada ao público leigo, escapando do academicismo. Algumas questões que o livro busca elucidar são: De que forma se compôs o território de Minas? De que maneira se concebeu a realidade das diversas Minas? Com questionamentos como esses, os autores se pautam pela observação das forças e das relações sociais, políticas e simbólicas que definiram a territorialidade de Minas Gerais.

A primeira parte do estudo trata das práticas de representações e codificações sociopolíticas que formam os descobrimentos de minerais preciosos; a segunda, por sua vez, aborda, especificamente, as práticas de descobrimentos dos sertanistas-descobridores e dos coloniais das Minas Gerais. De acordo com o autor, Francisco Eduardo de Andrade, “foram os descobrimentos de minerais preciosos que instituíram uma suposta identidade de Minas Gerais, criando, nos campos simbólico, político e geográfico, uma condição e uma razão de ser fundadora de nova experiência no regime colonial. Os descobrimentos, inerentes à constituição política e econômica da mineração, não se encarnam, primordialmente, nos códigos jurídicos, mas configuram, sobretudo, práticas e representações imaginárias que correspondem aos estilos praticados pelos sertanistas-descobridores, agentes que tendem à exploração dos limites da norma jurídica estrita e mesmo da tradição costumeira.”

O autor também acredita que a constituição do lugar (ou da ordem) colonial das Minas Gerais foi resultante de um embate entre práticas sociais e políticas dos agentes no espaço de fronteiras. Esses são só alguns pontos tratados por esse profundo e precioso livro, que inaugura uma nova fase nos estudos do bandeirismo paulista permitindo ao leitor novas abordagens sobre a história de Minas, do Brasil e de Portugal.

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