Historiador francês aponta singularidades das visões do Islã e da América

12/04/2012 — Assessoria de Comunicação - Pluricom

Que horas são aí?, filme de Tsai Ming-Liang (cujo título original é Ni Neibian Jidian e que no Brasil foi também exibido com o título A hora da partida), é uma história de mundos que se cruzam sem jamais se encontrarem. Sua trama traz uma jovem de Taipei, prestes a viajar à França, que tenta convencer um vendedor de relógios a ceder-lhe o que ele traz no pulso. O vendedor, fascinado pela cliente, tenta, por todos os meios, aproximar-se dela e abolir o tempo e a distância que o separam. Baseado nesse filme, o historiador francês Serge Gruzinski escreveu Que horas são… lá, no outro lado?, em que apresenta um estudo sobre a confrontação de mundos distintos, sobre a relação entre diferentes culturas e sobre a incomunicabilidade entre as pessoas na sociedade contemporânea. O livro chega ao Brasil pela Autêntica Editora, com tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira.

É possível pertencer a vários mundos e a vários tempos sem tentar reduzi-los ou uniformizá-los? Esta obra esquadrinha essa dúvida a partir de um confronto entre dois textos da mesma época: uma crônica do Novo Mundo redigida em Istambul, em 1580, e Repertório dos tempos, escrito na Cidade do México, em 1606.

Gruzinski demonstra aqui que a barreira do espaço e do tempo não se reduz aos efeitos acumulados e recentes das tecnologias da comunicação; pelo contrário, conheceu precedentes longínquos que a análise histórica contribui para trazer à luz. Ela é agora fruto do desmantelamento progressivo de universos compartimentados, físicos e mentais, enraizados durante muito tempo na terra, na nação, na raça, na religião ou na família. E esse desmantelamento acelerou-se consideravelmente durante a Época Moderna, como é revelado pelos dois textos que o autor confronta e que levam o leitor a navegar entre a América e as terras do Islã, muito antes de 11 de setembro de 2001.

O livro faz parte da coleção História e Historiografia, que proporciona obras de autores de renome ainda não traduzidas no Brasil, disponibilizando para professores e alunos de História referências em seu campo de estudo. Outros cinco títulos já integram a coleção: Doze lições sobre a história, de Antoine Prost; Evidência da história, de François Hartog, História e Psicanálise, de Michel de Certeau; Lugares para a história, de Arlette Farge; A leitura e seu público no mundo contemporâneo, de Jean-Yves Mollier e O pequeno X, de Sabina Loriga.

Sobre o autor – Serge Gruzinski é diretor de pesquisas no CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Cientificas) e de estudos na EHESS (Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais). É autor de um grande número de livros, entre os quais Histoire du Nouveau Monde, Histoire de Mexico, La pensée métisse e Les quatre parties du monde. Entre seus livros publicados no Brasil estão: A colonização do imaginário: sociedades indígenas e ocidentalização no México espanhol, séculos XVI E XVIII, A passagem do século 1480-1520: as origens da globalização, Rio de Janeiro, cidade mestiça: nascimento da imagem de uma nação e História do Novo Mundo, v.1.

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