Historiador belga se apropria da história e da antropologia para discutir sobre as noções de identidade nacional

14/05/2013 — Assessoria de Comunicação - Pluricom

Por mais íntimas que pareçam, as noções de identidade e de nação se revelam complexas. Configuradas a partir de emaranhadas representações tanto de imagens quando de ideias, estas noções são intituladas por acadêmicos de “mistério da identidade nacional”. Em A identidade nacional, um enigma, obra integrante da Coleção História e Historiografia que acaba de ser lançada pela Autêntica Editora, o renomado historiador belga Marcel Detienne oferece ao leitor um apurado estudo sobre a controversa questão da identidade nacional. Desdobrando seus componentes, o autor elabora analogias entre a história e a antropologia e compara maneiras diferentes de pensar e representar o que parece fazer parte do “senso comum”, tomando como parâmetro sociedades e culturas do passado e do presente.

Para o autor, Antropologia e História são saberes igualmente curiosos por conhecer as sociedades humanas. São também igualmente marcados pela retórica, por contextos políticos e sociais e pelo gênero em que se pensa a análise ou a observação, porém são por vezes ainda desconfiados em suas relações intelectuais e culturais. Conjugando as duas disciplinas, Marcel Detienne apresenta um precioso estudo histórico/antropológico sobre sociedade, nação, nacionalismo e identidade, colocando em cheque as “mitideologias”, ou seja, um misto de mito e ideologia, em especial a de uma França imanente, em que o selo de nacionalismo exclui a mistura interracial, presente enormemente naquele país.

Concebida para atender professores e alunos de história com livros ainda não traduzidos para o Brasil, a coleção História e Historiografia, elaborada pela Autêntica Editora e coordenada pela historiadora e pesquisadora Eliana de Freitas Dutra, conta com nove obras já lançadas. Neste começo de 2013, a editora publicou pela coleção Regimes de historicidade – Presentismo e experiências do tempo, do historiador francês François Hartog. Os outros livros da série são: Doze lições sobre a História, de Antoine Prost, A leitura e seu público no mundo contemporâneo, de Jean-Yves Mollier, Evidência da história – O que os historiadores veem, escrito por François Hartog, História e psicanálise – Entre ciência e ficção, de Michel de Certeau, Lugares para a história, de Arlette Farge, O pequeno X – Da biografia à história, escrito por Sabrina Loriga e Que horas são… lá, no outro lado? –América e Islã no limiar da época moderna, de Serge Gruzinski.

Sobre o autor – Marcel Detienne, historiador belga especializado no estudo da Grécia Antiga, é professor emérito da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, onde começou a lecionar, no Departamento de Clássicos, em 1992. Detienne também tem se dedicado a estudos antropológicos baseados no estruturalismo de Claude Lévi-Strauss. O historiador foi diretor de estudos da École Pratique des Hautes Etudes, na França, onde lecionou até 1998, e também foi um dos fundadores do Centre de Recherches Comparées sur les Sociétés Anciennes, em Paris. Já publicou diversas obras nos campos da mitologia grega e religão, história social e cultural da Grécia arcaica e clássica, e em abordagens antropológicas e comparativas à civilização clássica.

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