Estudo sobre a biografia brasileira, baseado na obra de Raimundo Magalhães Junior, revela ligações entre o gênero biográfico e a Historiografia

12/06/2013 — Assessoria de Comunicação - Pluricom

Quinto ocupante da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, Raimundo Magalhães Junior (1907-1981) foi jornalista, ensaísta, teatrólogo e um grande biógrafo brasileiro. Autor de grande reconhecimento em sua época, hoje é muito pouco lembrado, sobretudo pelas novas gerações de pesquisadores e de interessados na história e na cultura brasileiras. Fazendo jus à rica trajetória intelectual do escritor cearense, a historiadora Mariza Guerra de Andrade lança pela Autêntica Editora o livro Anel encarnado: biografia & história em Raimundo Magalhães Junior, que apresenta uma valiosa análise sobre a escrita biográfica, sua história e sua utilização no Brasil, tendo como eixo a produção do biógrafo Raimundo Magalhães Junior, que transformou o gênero no Brasil a partir de uma observação apurada e de seu interesse em conhecer o processo histórico da formação da sociedade e da cultura brasileiras.

A biografia atrelada à História tem vida longa no Brasil. Da “epidemia biográfica” da década de 1930, o mercado editorial e leitor brasileiro assistiu depois a um intenso debate entre a chamada biografia moderna ou romanceada e a biografia documentarista ou histórica. Enquanto a primeira ganhava o público, influenciada pelas narrativas europeias do gênero, a segunda atraía setores literatos mais restritos, produzindo obras de consistência investigativa de grande interesse historiográfico. Entre esses biógrafos documentaristas e polígrafos, se situa Raimundo Magalhães Junior. Anel encarnado: biografia & história em Raimundo Magalhães Junior se propõe a reabrir a produção ainda atual desse biógrafo e a investigar algumas das relações complexas e ardentes da biografia com a história, entre as décadas de 1930 e 1970, período no qual o campo da Historiografia ainda era bastante incipiente no Brasil.

Mariza Guerra oferece na obra um amplo panorama da biografia brasileira e sua relação com a Historiografia, a partir de um estudo sobre o desenvolvimento e as características do gênero em nosso país e convida o leitor a pensar sobre os sentidos propostos pela narrativa de Magalhães Junior, um autor que é um “pensador de História” – não um historiador profissional – e que reelabora, por meio de suas biografias, a história sobre a sociedade e a cultura do Brasil, no século XIX.

Discutindo os sentidos do biografismo e sua articulação com a vida social e os caminhos metodológicos escolhidos por Magalhães Junior, a autora reabre algumas das obras desse biógrafo, consideradas por ela documentos vivos de um pensamento orientado pela História nos termos do autor e de seu narrador.

Para Mariza, Raimundo Magalhães Junior foi um inovador no gênero da escrita biográfica brasileira e sua narrativa (do seu narrador) continuam atuais: “Sua ambição intelectual, por meio dos muitos livros de biografia que escreveu, talvez visasse a uma ‘autobiografia da nação’. Magalhães marca frequentemente, no seu tempo, o interesse em conhecer o processo histórico da formação da sociedade e da cultura brasileiras.”

A importância de Magalhães Junior para a biografia também é lembrada pelo jornalista e escritor Alberto Dines, que conheceu bem Magalhães e que assina a orelha da obra: “Raimundo foi um incansável homem de imprensa, além de dramaturgo, tradutor, contista e ensaísta, é o pai da moderna biografia brasileira. O primeiro a empregar na narrativa biográfica as ferramentas do jornalismo e sacudir do gênero a poeira das antiqualhas.” E completa: “Espremido entre a hagiografia e a iconoclastia, o biografismo brasileiro encontrou no jornalista Raimundo Magalhães Junior um renovador. Seus seguidores saíram das redações para a lista de best-sellers”.

Sobre a autora: Mariza Guerra de Andrade é historiadora pela UFMG, mestre em Ciências Sociais Aplicadas à Educação pela FaE/UFMG e autora do livro A educação exilada: Colégio do Caraça (Autêntica, 2000). Foi pesquisadora do Arquivo Público Mineiro, diretora do Serviço de Pesquisa e Informação do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte e é professora de Metodologia de História e de Pesquisa em cursos de especialização. Coordena a Coleção Historiografia de Minas Gerais, da Autêntica Editora.

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