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Ensaio de historiador francês analisa novos rumos dos museus e da museologia

17/04/2013 — Assessoria de Comunicação - Pluricom

Os museus converteram-se, no decorrer de uma geração, em uma das instituições culturais mais prestigiadas e visitadas no mundo inteiro. Grandes investimentos, principalmente a partir da década de 1970, levaram a um crescimento considerável, permitindo a emergência ou a recomposição de coleções; a criação, a extensão ou a renovação de prédios; a multiplicação de exposições e o surgimento de novos serviços, dedicados às diferentes categorias de público. Mas com esse crescimento, a museologia ganhou nova forma e, nessa mesma proporção, tornou-se mais complexa e carente de uma profunda análise. Para discutir a fundo sobre essas redefinições das concepções museais, o conceituado historiador francês Dominique Poulot lança no Brasil, pela Autêntica Editora, o livro Museu e museologia, que integra a coleção Ensaio Geral.

Lançada originalmente na França em 2005, a obra apresenta a história dos museus, suas funções, definições, políticas e conceitos e propõe um diálogo entre o passado e o presente para refletir sobre as novas incertezas que o desenvolvimento das instituições impôs à museologia, como a modificação das práticas na área profissional, que assumiu diversas formas e, com isso, passou a sofrer, às vezes, com a demora para a obtenção de um reconhecimento oficial em alguns países; e como a gestão das organizações têm preocupado os museólogos, pelo crescente abandono dos saberes tradicionais da história da arte ou da história das ciências.

Outra grande questão abordada por Poulot se refere à própria museologia, que é vista como um gênero indefinido, marcado pela mistura, por um lado, de uma museografia erudita italiana ou espanhola, de uma museologia alemã balizada pela teoria pedagógica e pela história dos conceitos, e de uma museologia semiótica oriunda da Europa Central; por outro lado, há no gênero um misto de uma literatura jurídica e administrativa, uma sociologia do trabalho e, enfim, uma arqueologia que converteu a promoção da cultura material em uma forma de disseminação cultural e social por meio das técnicas de exposição relacionadas com a interpretação.

Segundo a socióloga e pesquisadora Maria Eliza Linhares Borges, que apresenta a obra, “Dominique Poulot mapeia a museologia sem perder de vista sua perspectiva histórica e suas constantes transformações e estimula o aprofundamento de questões próprias do campo museológico. Em tom ora informativo ora provocativo, ele acaba por sugerir uma pauta de reflexão sobre a área. Ancorado em nomes expressivos do universo museal, da cultura de massas, da cultura material e do patrimônio, o autor dá destaque a categorias conceituais, ao papel das perspectivas multiculturais na definição do perfil das exposições contemporâneas, pontua as tensões entre os profissionais de museus, entre outras questões.”

Sobre o autor – Dominique Poulot é historiador francês, especializado em museus e patrimônio histórico. Professor na Sorbonne (Paris-I), é pesquisador no Centre National de la Recherche Scientifique, na Unité Mixte de Recherches Laboratoire d’Anthropologie et d’Histoire de l’Institution de la Culture, e dedica-se à história da cultura e de suas instituições. É autor, entre outros livros, de Musée, Nation, Patrimoine (Gallimard, 1997), Une histoire des musées de France (La Découverte/Poche, 2008) e U_ma história do patrimônio no Ocidente, séculos XVIII-XXI. Do monumento aos valores_ (São Paulo, Estação Liberdade, 2009).

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

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