Ensaio de Georges Bataille sobre o homem e a sociedade revela a sua noção de dispêndio e sua inquietação e falta de esperança na humanidade

21/02/2013 — Assessoria de Comunicação

Devemos ao pensador Georges Bataille a afirmação do caráter secundário da produção e da aquisição em relação ao dispêndio, que se mostrou uma das mais importantes reflexões do século XX sobre o homem e sobre sua presença no mundo. Para Bataille, o excesso em nossa sociedade faz parte da própria efervescência da vida gerada por um movimento de energia presente em todas as épocas e culturas. É a chamada “parte maldita”. De acordo com o filósofo, grande número de fenômenos sociais, políticos, econômicos e estéticos, como o luxo, os jogos, os espetáculos, os cultos, a atividade sexual desviada da finalidade natural, as artes, a poesia no sentido estrito do termo são diferentes manifestações do dispêndio improdutivo. E para analisar os mecanismos sociais que motivam esse comportamento social e tentar explicar o excesso, em todo tipo de evento ou fenômeno social, como a origem dos problemas da sociedade moderna, escreveu A parte maldita, lançamento da Autêntica Editora pela Coleção Filô, que inaugura a série FilôBataille.

O livro de Bataille vem precedido pelo texto “A noção de dispêndio”, onde o autor utiliza-se de sua experiência como pai, mencionando o comportamento exagerado e ávido por gastos do próprio filho. Segundo Bataille, qualquer tipo de fenômeno social, de maneira geral, e estético, representa um gasto desnecessário que conduz ao exagero e consequentemente, a uma perda constante, gerando um ciclo ininterrupto e improdutivo do ponto de vista social e intelectual. O ensaio mescla o relato pessoal do autor com o que ele vê externamente, colocando de forma mais próxima aquilo que sistematiza em seu livro.

A parte maldita permite de forma mais lógica e encadeada a análise dos pilares da sociedade moderna e de seu modelo de consumo. Bataille tenta construir uma exposição sistemática de sua visão do mundo: filosofia da natureza, filosofia do homem, filosofia da economia, filosofia da história. Para tanto, reflete e questiona os rumos da humanidade e sua conduta perante seus anseios.

Para abril está previsto o segundo livro da série, O erotismo, que levou Bataille a uma reflexão sobre a importância do erotismo nos aspectos fundamentais da natureza humana. A célebre obra, esgotada no Brasil, ganha reedição no país após nove anos de sua última publicação, com textos inéditos do filósofo, extraídos da edição das obras completas do Bataille.

Sobre o autor – Georges Bataille (1897-1962), escritor francês nascido em Billom, produziu uma extensa obra que tran­sita por vários domínios – literatura, filosofia, antropologia, economia, so­ciologia, história da arte. O erotismo, a transgressão e o sagrado foram os temas mais frequentemente abordados pelo pensador. Entre seus livros mais conhecidos estão O erotismo, A literatura e o mal e A experiência interior.

Sobre o tradutor – Júlio Castañon Guima­rães, tradutor e escritor, publicou livros de crítica e de poesia e traduziu autores como Mallarmé, Gertrude Stein, Barthes, Butor, Antoine Emaz e George Steiner.

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