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Em livro, jornalista francês revela segredos sobre a produção mundial de tomates

06/09/2019 —

O império do ouro vermelho, que tem lançamento na próxima terça, 10/09, no Rio, mostra os mecanismos políticos e mercadológicos que transformaram a China no maior produtor global da fruta

O jornalista investigativo Jean-Baptiste Malet chega ao Rio de Janeiro na próxima terça, 10 de setembro, para o lançamento de O império do ouro vermelho: a história secreta de uma mercadoria universal (tradução de Arnaldo Bloch), no qual apresenta uma pesquisa inédita e original a respeito de um dos produtos mais conhecidos e consumidos no mundo: o molho de tomate. Em 2018, por esse trabalho, o autor ganhou o Prêmio Albert-Londres, o mais prestigiado do jornalismo francófono.

Publicado no Japão, na Espanha, na Alemanha e na França, o livro foi retirado de circulação na Itália por ferir os interesses de um gigante da indústria nacional. Agora, o título chega ao Brasil pela editora Vestígio. O evento de lançamento, que contará com bate-papo com o autor e exibição do documentário homônimo, acontecerá na Aliança Francesa (Rua Muniz Barreto, 730), em Botafogo, a partir das 19h30.

A pesquisa que deu origem a O império do ouro vermelho durou dois anos. Nesse período, o jornalista viajou dos confins da China à Itália, da Califórnia a Gana, para se encontrar com comerciantes, colhedores, empreiteiros, camponeses, geneticistas, fabricantes de máquinas e até mesmo um “general” chinês.

Tudo isso permitiu a reconstrução de toda a cadeia de abastecimento do tomate, revelando os mecanismos políticos e mercadológicos que permitiram à China tornar-se, em uma década, a maior produtora e exportadora de duplo e triplo concentrado de tomate.

O prato servido por Malet é dos mais recheados por abordar, entre outros temas, as condições de trabalho precárias e exploratórias em que os trabalhadores chineses e os imigrantes do sul da Itália se encontram. Além disso, o autor propõe uma análise de nossa segurança sanitária a partir de uma simples pergunta: por que os países que têm a capacidade de processar seus próprios tomates decidem, em vez disso, produzir suas pastas a partir da diluição do concentrado chinês?

O autor explora a falta de rigor, para não dizer o laxismo, das regulamentações da União Europeia em relação à rotulagem de um produto como “Made in Italy”. Essa flexibilidade serve, entre outras coisas, aos interesses da “agromáfia”, que se utiliza dessas brechas para lavar seu dinheiro sujo. O autor também se debruça sobre os mecanismos encontrados pelas fábricas de conservas pouco escrupulosas para acrescentar aditivos suspeitos a concentrados impróprios ao consumo e inundar com eles os mercados africanos.

A turnê de lançamento de O Império do Ouro Vermelho passa ainda por Belo Horizonte (11/09), Brasília (12/09), Recife (16/09) e Fortaleza (18/09).

Sobre o autor:
Jean-Baptiste Malet nasceu em 1987 em Toulon. Jornalista investigativo, é colaborador do jornal Le Monde Diplomatique. Escreveu vários livros e documentários, incluindo uma reportagem polêmica sobre a gigante Amazon (En Amazonie, Fayard, 2013), que provocou muitas discussões sobre a precariedade das condições de trabalho dos funcionários da empresa americana. O império do ouro vermelho, traduzido em vários idiomas, foi reconhecido com o Prêmio do Livro Albert-Londres, o “Pulitzer francês”, em 2018.

Mais informações:
Booktrailer (inglês): https://bit.ly/2U4wr0i
Booktrailer (francês): https://bit.ly/2uOgKQL

Site da editora:
https://bit.ly/2UGS6jm
Amazon.fr: https://amzn.to/2I5R5eM
Goodreads: https://bit.ly/2FVo4iw
Babelio: https://bit.ly/2D1dYfo

Filme documentário TV5: https://tv5.ca/lempire-de-lor-rouge
Trailer do documentário: https://youtu.be/BSjxvLcUnzU

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CENSURA NA ITÁLIA

Entrevista de Jean-Baptiste Malet sobre suas desventuras naquele país.

Rosso Marcio (“Vermelho podre”, tradução livre) foi publicado na Itália pela editora Piemme, do grupo Mondadori, que retirou o livro do seu catálogo em troca de um acordo secreto. A razão para tanto foi a pressão da Giaguaro, grande produtora italiana de tomates enlatados. A empresa estava especialmente preocupada com uma passagem do livro de apenas três páginas.

“A Giaguaro, principal importadora italiana de concentrado chinês, apresentou uma queixa na Itália. Essa empresa, que fornecia para a rede Carrefour quando o meu livro foi publicado, me acusou de prejudicar a sua imagem na França e de lhe ter feito perder vários milhões de euros em exportações. A única falha encontrada no meu texto para justificar essa acusação foi que não especifiquei que a empresa tinha sido inocentada após uma busca e apreensão espetacular mencionada no livro – a apreensão pelos carabinieri de 1.500 barris de concentrado chinês podre e cheio de larvas e vermes.” – Jean-Baptiste Malet

Neste caso, a Giaguaro argumentou que se tratava de velhos estoques de concentrado destinados à destruição. Mas Jean-Baptiste Malet conta uma outra história, bem diferente. Ele afirma que a empresa comprou análises falsificadas de um laboratório ligado ao crime organizado e citado por uma investigação policial italiana com base em escutas telefônicas.

“Os investigadores revelaram as práticas poucas científicas desse laboratório: ele distribuiu certificações falsas a muitas empresas para permitir que elas enterrem resíduos industriais tóxicos. Para isso, as análises são completamente manipuladas, e os resíduos submetidos à análise se tornam legalmente elegíveis para aterros sanitários como composto. Foi analisando as escutas telefônicas desse laboratório que os investigadores descobriram que a Giaguaro era um dos seus clientes e que ela também certificou, com falsas análises, o concentrado chinês e os enlatados ‘Made in Italy’.” – Jean-Baptiste Malet

Uma investigação publicada no Japão, na Espanha, na Alemanha, na França, mas não na Itália.

“Os advogados me pediram para encerrar o assunto Giaguaro, me obrigando contratualmente a ficar em silêncio. Se escrevo uma investigação sobre esse universo, não é para “me deitar” frente a uma empresa. Não fui mais informado das discussões depois disso, o que eu considero extremamente deselegante por parte do grupo Mondadori. Obviamente, foi feito um acordo entre eles e Giaguaro e, suponho, a queixa foi retirada. Teria preferido defender o meu livro perante os tribunais italianos, porque a minha investigação não tem erros factuais. Aliás, não foi atacado por Giaguaro na França. Trata-se claramente de tentativas de intimidação, as mesmas que os jornalistas italianos enfrentam diariamente. O que é certo é que do meu lado vou lutar para que este livro seja distribuído na Itália.” – Jean-Baptiste Malet

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

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