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Em breve: Coleção Mimo traz ao público traduções de grandes clássicos

28/02/2008 — Tomaz Tadeu

Por Tomaz Tadeu

Um mimo é um dom. Uma dádiva. Um agrado. Uma graça. Um mimo não é nada. Mas pode ser muito. Não tem cálculo. Nem intento. Não é pensado. E, contudo: escolhido a dedo. Um mimo é generoso, gentil, delicado. Uma jóia rara. (Mas não cara). Pra alguém que faz anos. Ou sofreu desenganos. Mas também a pretexto de nada. Simplesmente porque você gostou. E lembrou de alguém que gostaria. Porque você botou o olho e pensou: é isso! Um mimo não é um objeto de desejo. Porque não é pra si. É para outrem. E não é pra ostentar. É pra dar. Discretamente. Na cumplicidade de uma amizade. Ou na clandestinidade de um amor. Não é pra guardar como um tesouro. Porque não é pra dentro, mas pra fora. E não é da ordem da usura, mas da generosidade. É gratuito. Não espera nada em troca. Mas sem que você o saiba, acaba depositado. No fundo perdido do dom universal. Até que um dia, do nada, quando menos esperava, de quem menos esperava, você recebe um. E o circuito se completa, mas também recomeça. E a lei do mimo se cumpriu. Quem mima mimado será.

Mimo é o nome de uma nova coleção da Autêntica. Será feita de pequenas, deliciosas e delicadas jóias raras. Livros que pedem para ser presenteados. Para alguém de quem se gosta. Ou para si mesmo, quando se sentir em estado de precisão ou de graça. Livros de aparência desejável. Bons de se ver e de tocar. Com textos que descem bem, como um bom vinho tinto. Bons pra degustar.

Não vamos tentar definir a concepção. Preferimos dar exemplos. De três ou quatro livros que estarão na primeira leva de… mimos. Como Meu coração desnudado, de Baudelaire, numa edição que será enriquecida com outros curtos textos do poeta francês. Teremos também uma edição caprichada das chamadas Cartas do vidente, de Rimbaud, aquelas de “o eu é um outro”. Um pequeno livro, O casaco de Marx, já publicado pela Autêntica e que emocionou tanta gente, ganhará cara nova ao ser integrado à coleção. Seu autor, Peter Stallybrass, já nos enviou um novo texto (“O mistério do caminhar)” para ampliar O casaco.

Mimo é, mais ou menos, isso. Será bom ganhar um. Ou dar. Tanto faz. Um mimo sempre volta.

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

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