Grupo Autêntica

Autêntica Business Infantil e juvenil Yellowfante Gutenberg Nemo Vestígio Play

Fique por dentro do Grupo Autêntica

  • Notícias
  • Press Kit (Releases)
  • Saiu na Imprensa
  • Eventos
  • Contato
    (exclusivo para imprensa):

    (31) 3465-4500 (ramal207)

Coleção História de Minas Gerais é destaque na Revista de História da Biblioteca Nacional

12/03/2008 — Iris Kantor, Revista da História da Biblioteca Nacional

A quantas mãos se deve escrever a história de Minas? A resposta pode ser encontrada nos dois alentados volumes organizados por Maria Efigênia Lage de Resende e Luiz Carlos Villalta, recém-lançados em co-edição pelas editoras Autêntica e Companhia do Tempo. História de Minas Gerais representa um divisor de águas na historiografia colonial brasileira. A obra atesta a impressionante renovação dos métodos e abordagens da historiografia mineira colonial nas últimas décadas. Quarenta e um historiadores discutem, dos mais diversos ângulos e com distintos recortes temáticos, o processo de constituição da sociedade, cultura e economia em Minas Gerais Setecentista. Os estudos estão distribuídos em onze unidades temáticas – território e urbanização; administração e política; economia e mercado interno; escravidão e demografia; sedições e motins; igreja e irmandades; ciência e trabalho; educação e letras; artes e religiosidade; cotidiano e vida privada e, finalmente, inconfidências… – apresentadas por diferentes especialistas que nos fornecem uma visão de conjunto dos temas propostos. Ao final de cada texto, uma acurada seleção bibliográfica e documental facilita a atualização e a verticalização do conhecimento histórico nas diversas áreas de pesquisa. Acrescente-se, ainda, o zelo incomum no tratamento da iconografia e do material cartográfico, os quais receberam esmerada impressão (a maior parte em cores), com legendas e créditos elaborados cuidadosamente. Por todos esses atributos, trata-se de uma obra de referência para manter sempre ao alcance das mãos e dos olhos.

Dada a positiva expansão do sistema de pós-graduação – que levou ao aumento do volume das pesquisas empíricas nos últimos dez anos – coletâneas desse porte tornam-se cada vez mais imprescindíveis para que se possa sistematizar o conhecimento acumulado e reequacionar as interpretações consagradas. Tais são as condições de possibilidade, ou melhor, os pontos de partida para prospectar e descobrir terrenos historiográficos ainda pouco mapeados. Além disso, leve-se em conta que os historiadores formados na última década já são tributários da “era da sociedade da informação”, na qual se ampliou consideravelmente o acesso às fontes documentais e bases de dados digitais. Por outro lado, em tais condições, novas ferramentas críticas passam a ser exigidas dos pesquisadores profissionais. Daí a relevância dos estudos de caso que exploram concretamente os problemas mais candentes, não apenas da historiografia mineira, como também da historiografia brasileira. Assim, embora centrada na experiência mineira, a coletânea não reproduz olhares provincianos, mas, pelo contrário, amplifica de maneira satisfatória as grandes polêmicas contemporâneas.

Maria Efigênia Lage de Resende apresenta os volumes situando os paradigmas interpretativos que orientaram a organização da coletânea. Na senda do historiador inglês Charles Boxer ( A idade do ouro do Brasil – 1963), a historiadora alerta para a necessidade de aquilatar o peso da economia mineira no âmbito mais alargado do Império português. Nesse aspecto, os textos publicados chamam a atenção para as múltiplas faces do processo social deflagrado pela atividade mineradora, lembrando que, na idade do ouro do Brasil, nem tudo que reluziu foi ouro… Os Setecentos em Minas constituem uma época – uma civilização – que se abre com a bandeira de Fernão Dias (1674) e se fecha em 1808, com o “xeque-mate” do estatuto colonial, nas palavras da organizadora. Cabe ainda destacar a pluralidade teórica dos autores convidados, os quais, lado a lado, historiadores consagrados e historiadores formados na última década, partilharam o desafio de reescrever a história de Minas Colonial. Como, individualmente e à sua maneira, já o tinham feito Diogo de Vasconcellos e João Camillo de Oliveira Torres, antes da consolidação da pesquisa universitária.

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

← Voltar

Fechar

Pesquisar por autor, título, série, coleção ou ISBN.