Grupo Autêntica

Autêntica Business Infantil e juvenil Yellowfante Gutenberg Nemo Vestígio Play

Fique por dentro do Grupo Autêntica

  • Notícias
  • Press Kit (Releases)
  • Saiu na Imprensa
  • Eventos
  • Contato
    (exclusivo para imprensa):

    (31) 3465-4500 (ramal207)

Caso Oblíquo, premiado pelo Programa Petrobras Cultural, terá lançamento nacional neste sábado

12/11/2009 — Assessoria de Comunicação

Caso Oblíquo: busca reavivar, sob a forma livre da ficção, a atmosfera historiada como “ciclópica”, instalada a partir de 1894 no arraial do Belo Horizonte, o antigo Curral Del Rei, com a cravação da estaca zero da construção da Nova Capital de Minas Gerais. O evento é abordado em seu impacto sobre a vida cotidiana. A narrativa, embasada em fatos reais, dialoga com as notícias dos jornais locais, tomando como uma das vozes a do vigário da freguesia, que permitia ao congado adentrar a antiga Matriz da Boa Viagem com suas vestimentas, ornatos, caixas de rufo, adufes, zabumbas, puítas, sambucas e reco-recos, numa missa não só cantada, mas quase dançada. A obra, premiada pelo Programa Petrobras Cultural 2007, será lançada nacionalmente neste sábado, dia 14 de novembro, às 10h30, na Quixote Livraria, em Belo Horizonte.

A autora Beatriz de Almeida Magalhães conta um pouco mais sobre a publicação: “O romance revela razão não mencionada por historiadores e jornalistas: o padre Francisco Martins Dias era negro. E divulga fato de sua vida citado apenas uma vez na imprensa. Em 1918, ele largou a batina e foi para o Rio de Janeiro. Deslinda mais. O motivo do cemitério provisório ter sido preterido pelo “definitivo”, ainda nem demarcado, em sepultamento extraordinário, sem exemplo, foi político e não afetivo, como interpretado: uma causa mortis comprometedora para o bom termo da construção da Cidade de Minas convinha ser silenciada”.

O erro na locação da sepultura, oblíqua em relação ao traçado positivista, afigurou-se para a autora, pesquisadora da cidade, como mote para descavar essa história que jazia sob secular cipreste no cemitério do Bonfim: “Eu acredito que a população brasileira pode ser despertada, por meio da ficção, para significados e consequências de eventos históricos que permanecem adormecidos em sua natureza mais profunda, como a mudança da sede do governo de Minas Gerais de Ouro Preto para o arraial do Belo Horizonte”, afirma.

Beatriz de Almeida Magalhães estreou na ficção com Sentimental com filtro, vencedor na categoria “Romance” do I Prêmio Nacional Vereda Literária, em 2002. Nasceu em Ouro Fino, Sul de Minas, vive em Belo Horizonte. É bacharel em Artes pela UEMG, bacharel em Arquitetura e doutora em Letras: Estudos Literários pela UFMG. Poetopos: cidade, código e criação errante, tese defendida em 2008, trata da produção estética e poética de desabrigados e andarilhos nas ruas de Belo Horizonte, cidade que tem sido seu tema constante: Belo Horizonte: um espaço para a República (Proex/ UFMG, 1989), Belo Horizonte: o barroco e a utopia, Cadernos de Arquitetura e Urbanismo (PUC Minas, 1994), ReGIZtros efêmeros, ZAP Cultural: Revista da Secretaria Municipal de Cultura (1996), A formação da cidade, arquitetura da modernidade (UFMG, 1998) e Sentimental com filtro (Autêntica, 2003).

Para mais informações, entre em contato com nossa assessoria de comunicação pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3465-4500 (ramal 207).

← Voltar

Fechar

Pesquisar por autor, título, série, coleção ou ISBN.