Dicas de livros protagonizados por... livros!

Equipe - Publicado na categoria Dicas de leitura em 23/04/2021



Hoje, 23 de abril, é Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida em homenagem a dois grandes nomes da literatura, Miguel de Cervantes e William Shakespeare, falecidos neste mesmo dia, em 1616.

Objetos de adoração, estudo, lazer, fonte de conhecimento e desenvolvimento do senso crítico, os livros merecem sempre ser celebrados.

Confira as nossas sugestões de títulos em que os protagonistas são eles, os livros:

1. Paris é para sempre, de Ellen Feldman

Paris é para sempre

Durante a Segunda Guerra Mundial, Charlotte vive em Paris com a filha, Vivi, e trabalha em uma livraria. Como milhares de parisienses sob a ocupação alemã, ela enfrenta toda sorte de dificuldades para sobreviver e alimentar sua criança, nascida no início do conflito. Uma série de acontecimentos – e uma história de amor impensável – alteram sua rotina na loja. Com a vitória dos Aliados e a retirada dos alemães, ela se muda para a América como judia exilada e inicia uma nova vida em uma típica editora nova-iorquina.

Alternando entre a Paris do tempo da guerra e a Nova York dos anos 1950, Paris é para sempre, de Ellen Feldman, conta uma história extraordinária de resiliência, amor e escolhas impossíveis, escolhas que podem sempre cobrar um preço alto. A guerra acabou, mas o passado nunca passa. Um belo romance que revela diversas nuances de cada personagem, de suas relações, de suas opções e impossibilidades, desconstruindo julgamentos precipitados e penetrando fundo nos limites de cada um.

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2. Rua do Odéon, de Adrienne Monnier

Rua do Odéon

De 1915 a 1951, La Maison des Amis des Livres, a livraria de Adrienne Monnier na rua do Odéon, em Paris, foi um importante ponto de encontro para muitos intelectuais da época, como Paul Valéry, André Gide, Jean Cocteau, André Breton, Walter Benjamin e James Joyce. O local funcionava também como editora, e uma de suas publicações em especial teve grande repercussão: a primeira edição em francês do romance Ulisses, de Joyce, em 1929. Os textos que compõem este livro constituem uma espécie de relato fragmentado da trajetória dessa livraria, de suas várias atividades e de alguns de seus frequentadores. Autorretrato de uma mulher apaixonada, culta e que soube reunir em torno de si um fascinante grupo de intelectuais, Rua do Odéon é, acima de tudo, uma homenagem à literatura.

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3. Os homens que salvavam livros, de David E. Fishman

Os homens que salvavam livros

Uma saga de heroísmo e resistência, amizade e romance, e uma devoção inabalável à literatura e à arte, mesmo sob o risco de morte.

Os homens que salvavam livros é a incrível história real dos habitantes do gueto de Vilna, na Lituânia, que resgataram milhares de livros e manuscritos raros da cultura judaica por duas vezes – primeiro das mãos dos nazistas, depois dos soviéticos. Tendo como base documentos judaicos, alemães e soviéticos, incluindo diários, cartas, memórias e entrevistas do autor com vários participantes da história, o livro registra as atividades ousadas de um grupo de poetas e eruditos que se tornaram combatentes e contrabandistas na cidade conhecida como a “Jerusalém da Lituânia”.

Partindo de uma extensa pesquisa do principal estudioso do gueto de Vilna, de estilo e ousadia excepcionais, Os homens que salvavam livros é uma história épica de heroísmo, um conto pouco conhecido dos dias mais sombrios da guerra.

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4. O segredo da livraria de Paris, de Lily Graham

O segredo da livraria de Paris

Valerie tinha três anos de idade quando foi levada de Paris para Londres, durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, aos vinte anos e sozinha no mundo, ela se candidata, com nome falso, a uma vaga de emprego na livraria do avô, Vincent Dupont. Ele é seu único parente vivo e a única pessoa que sabe o que realmente aconteceu com seus pais biológicos. À medida que passa a conhecer melhor o ranzinza e reservado Dupont, Valerie vai puxando o fio da própria história.

Mas essa história não se completa: qual seria o segredo devastador que Vincent estava disposto a tudo para esconder?

Esta é uma comovente história de amor, medo e coragem em tempos de guerra. O segredo da livraria de Paris vai levar você para essa icônica cidade dos anos 1940 e 1960. Você vai chorar de emoção, vai rir, se admirar e perder o fôlego em diversos momentos dessa leitura impossível de ser interrompida.

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5. Uma morte horrível, de Pénélope Bagieu

Uma morte horrível

Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração.

Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta… porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século. De uma das quadrinistas mais conhecidas da França, Uma morte horrível é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível.

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6. O comedor de livros, de Comotto

O comedor de livros

“Seguindo um impulso irresistível e sem nenhuma explicação, o senhor B. devora compulsivamente os livros que tem ao seu alcance. Não importa quais sejam os autores ou os temas: ele simplesmente come. Isso vira problema quando o senhor B. vê suas queridas camisas manchadas de letras…”
Este livro foi desenhado com caneta fina, tratado posteriormente no computador com Photoshop 8.0 sobre texturas de papel reciclado… e o autor nunca, mas nunca mesmo, imaginou os problemas que causaria ao seu personagem… Só espera que eles não se repitam com os leitores comedores de livros – ou já?…

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7. As mil e uma histórias de Manuela, de Marcelo Maluf

As mil e uma histórias de Manuela

Manuela comia livros.

Devorava principalmente os de fantasia e suspense. Gostava dos mais azedos, com sabor de torta de limão. Das histórias mais românticas ela não gostava muito, tinham gosto de doce de batata doce, dizia.”

E foi por causa dessa mania de comer livros que Manuela viveu uma aventura incrível e muito, muito diferente… Cheia de susto e suspense, mas também com muita alegria.

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8. O garoto da camisa vermelha, de Otávio Júnior

O garoto da camisa vermelha

Lembro muito bem… Otávio era ainda um garoto quando bateu à minha porta. O jovem negro criado numa das comunidades mais violentas e pobres do Rio de Janeiro, dominada por traficantes, poderia ter seguido o caminho de tantos colegas de sua geração que se envolveram com drogas. Mas não! Livros, encontrados no meio do lixo, mudaram seu destino e lhe deram a régua e o compasso para seguir novas trilhas. Tinha um sonho: construir uma biblioteca comunitária. Graças ao seu esforço e dedicação, esse desejo se tornou realidade. Daí em diante, passou a ser conhecido como o Livreiro do Alemão, título do livro que lhe abriu portas para o mundo. Ganhou prêmios nacionais e internacionais, viajou e continua viajando por todo o Brasil e pelo exterior, dando palestras sobre a sua experiência de incentivador à leitura.

Porém, acalentava outro sonho: escrever histórias para crianças e jovens. Tive o prazer de ler seus originais. E agora tenho a honra de fazer a apresentação de seu primeiro livro infantil. Ninguém melhor do que Otávio, que viveu e ainda vive numa comunidade por muito tempo abandonada pelo poder público, para relatar o cotidiano de um menino como ele. Um sonhador, encantado e transformado pela magia das palavras.

O garoto da camisa vermelha – que soltava pipas, jogava bola de gude e corria nos campinhos esburacados de futebol – tem um nome: Otávio Jr.

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Para refletir: #denfedaolivro

Recentemente, voltaram à tona as discussões a respeito da taxação do livro no país. A proposta do governo federal é que os livros percam a isenção fiscal e sejam taxados na alíquota padrão de 12% da Contribuição de Bens e Serviços (CBS), sob a justificativa de que eles são consumidos pela parte mais rica da população.

Esta afirmação não tem respaldo na realidade. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura 2019, publicada no ano passado, 52% dos brasileiros são leitores. Deste total, 70% pertencem às classes C, D e E e, se não leem mais, é porque sua renda não permite.

Esta medida, se aprovada, aumentará ainda mais as profundas desigualdades que marcam nossa sociedade. Por isso, pedimos que nos ajudem a ecoar a mensagem: livros não são artigo de luxo.

Apoie o movimento Defenda o livro: clique aqui e assine esta petição on-line.

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