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Argos

Argos é a identidade que se constrói no múltiplo, a liberdade de ser o que se é. É fluidez, abertura, transformação. É queer, ousadia, irreverência, rebeldia. O nome da coleção é uma homenagem a seu título de estreia, Argonautas, em que Maggie Nelson traz a imagem da Argo, recuperada por Roland Barthes de maneira muito sutil e simbólica.

Argo é o nome da embarcação que leva seus tripulantes, os argonautas, pelos mares gregos em busca do “velo de ouro” – e na jornada vai perdendo pedaços, renovando sua forma, sendo refeita e reconstruída, sem perder o nome. Acaba eternizada numa constelação.

Argos é o gigante de cem olhos, servo de Hera, a deusa protetora da nave Argo. Eterno vigilante, eterno protetor, que num momento de descuido tem a cabeça decepada por Hermes. Acaba eternizado no rabo de um pavão – Hera espalha seus cem olhos pelas penas.

A coleção, dedicada à publicação de obras sobre estudos de gênero e teoria queer, chega num momento importante, em que o ser humano conquista grandes vitórias na luta para exercer sua liberdade de ser. Argos celebra a pluralidade, a fluidez, a norma e o que está fora dela, a ética dos corpos – a ética de ser constelação ou olhos de pavão. Ela é a nave Argo cuja identidade e cuja forma são seu nome e sua causa; é o gigante Argos cujas imponentes plumas eternizam seu olhar sempre presente, capaz de ver além.

Coordenador da coleção
Rogério Bettoni

Editoras responsáveis
Cecília Martins
Rafaela Lamas

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