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Daniel Defoe

DANIEL DEFOE (1660(?) -1731) foi um escritor, jornalista e espião inglês que se tornou famoso pelo romance Robinson Crusoé. Ficou conhecido também por ter sido um dos primeiros escritores ingleses de romances, gênero que ajudou a popularizar na Inglaterra.

Nasceu provavelmente na paróquia de St. Giles Cripplegate, em Londres, e foi batizado como Daniel Foe. Tanto a data quanto o local de seu nascimento são incertos. Seu pai, James Foe, era um açougueiro. A certa altura, Daniel acrescentou o aristocrático “De” ao seu nome. Seus pais eram dissidentes presbiterianos, e ele foi educado em uma Academia Dissidente em Stoke Newington, dirigida por Charles Morton (posteriormente, vice-presidente da Universidade de Harvard).

Quando deixou a escola, Defoe entrou para o mundo dos negócios comerciando, em diferentes momentos, meias, produtos de lã e vinho. Embora fosse ambicioso e tivesse comprado uma propriedade rural e um navio, bem como civetas, gatos africanos, para fazer perfume (a glândula anal desses animais produz uma secreção aromática usada na perfumaria), ele geralmente tinha muitas dívidas.

Em 1692, Defoe foi preso (e seus gatos, apreendidos) por deixar de pagar 700 Libras, apesar de, no total, suas dívidas chegarem a 17.000 libras. Na prisão, ele reclamava muito e sempre defendia devedores infelizes, mas há evidências de que suas transações financeiras nem sempre eram honestas.

Após sua libertação, ele provavelmente viajou pela Europa e Escócia, e pode ter sido nessa época que ficou conhecendo profundamente a França e a Espanha. Em 1695, de volta à Inglaterra, trabalhou com diferentes negócios.
A panfletagem satírica e as atividades políticas de Defoe resultaram em sua prisão e colocação em um pelourinho em julho de 1703, principalmente por conta de um panfleto intitulado “Hino ao Pelourinho”; isso, no entanto, fez com que o público que assistia ao castigo jogasse flores nele, em vez dos habituais objetos, e bebesse à sua saúde.

Depois de três dias no pelourinho, Defoe foi para a prisão de Newgate. Logo conseguiu ser libertado em troca de se tornar agente secreto e jornalista do Tory, antigo partido de tendência conservadora do Reino Unido, função que exerceu até 1714, quando voltou para a literatura. Alcançou a fama com o romance Robinson Crusoé, publicado em 1719.

Além deste, o mais conhecido, escreveu também Capitão Singleton, A vida amorosa de Moll Flanders e Roxana, entre outros.

Daniel Defoe morreu em abril de 1731 – segundo consta, de “uma letargia” – e foi enterrado em Bunhill Fields, Londres.

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