Tove Jansson

Tove Jansson nasceu em agosto de 1914 e cresceu em Helsinque, na Finlândia. Sua família, parte da minoria que fala sueco no país, era artística e excêntrica. O pai de Tove, Viktor, foi um dos maiores escultores da Finlândia, e a mãe, Signe, fazia projetos gráficos e ilustrava livros, capas, selos postais, cédulas bancárias e tirinhas políticas. A casa estava sempre cheia de artistas e outros convidados interessantes. A família tinha um macaco de estimação chamado Poppolino, que eles vestiam com um suéter xadrez.

Quando jovem, Tove estudou Arte e Design na Suécia, Finlândia e França, e escolheu voltar a viver na Finlândia. Na década de 1940, trabalhou como ilustradora e cartunista para várias revistas nacionais. Durante esse tempo, começou a usar um personagem parecido com um moomin, como um tipo de marca registrada de seus quadrinhos. Com o nome de Snork, essa versão inicial de Moomintrol era magra, com um nariz comprido e fino, e um rabo diabólico. Tove disse que o tinha desenhado em sua juventude, tentando criar “a mais feia criatura possível”.

O nome “Moomintrol” apareceu como uma piada: quando Tove estava estudando em Estocolmo e morando com familiares suecos, seu tio disse que um “Moomintrol” vivia na despensa e soprava vento frio no pescoço das pessoas, para fazer com que ela parasse de “roubar” comida da cozinha.

Tove publicou o primeiro livro da série Moomins, Os Moomins e o dilúvio, em 1945, apesar de ele ter sido escrito em 1939. Infelizmente, não foi um sucesso, talvez em parte porque os Moomins, nesse livro inicial, pareciam-se com seus antepassados Snorks: mais altos, menos gordinhos e dados a expressões angustiantes. Apesar de as personagens centrais serem Moomin Mãe e Moomin Pai, a maioria das personagens só foram introduzidas no livro seguinte. Assim, Os Moomins e o dilúvio é considerado um “pré-série”.

A consagração chegou com a publicação de Um cometa na terra dos Moomins, em 1946, e Os Moomins e o chapéu do mago, dois anos mais tarde. Os livros logo foram publicados em inglês e em outras línguas, e assim começou a ascensão internacional dos Moomins. Originalmente escritos em sueco, os oito livros mais importantes da série foram traduzidos para mais de trinta línguas, incluindo islandês, persa, ucraniano e galês.

De acordo com a autora, “tudo começou quando eu quis retratar uma família excepcionalmente feliz: todos gostam uns dos outros e se dão toda a liberdade de que precisam; é uma família harmoniosa. Acho que provavelmente estava pensando em minha própria infância, que foi muito feliz… À medida que fui escrevendo e contando histórias, a família cresceu, fez amigos e conhecidos, assim como inimigos, e, de alguma maneira, tudo se desenvolveu espontaneamente”.

Tove Jansson morreu em junho de 2001. Os muitos prêmios que recebeu como autora e artista incluem o Prêmio Hans Christian Andersen, em 1966, do IBBY (International Board on Books for Young People), por sua contribuição, durante toda a vida, para a literatura infantil, e duas medalhas de ouro da Academia Sueca.

A adorada criadora do Vale dos Moomins e todos os seus habitantes afirmou uma vez, enfática, que Pequena Mi era uma de suas personagens favoritas dos Moomins. “Ela é muito útil para mim… Ela devolve o equilíbrio, quando as coisas começam a ficar muito sentimentais, soltando seus comentários afiados e cínicos. Acho esses Moomins extremamente sentimentais.”

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