Autêntica lança nova edição de “O Pintor da Vida Moderna”, referência para o conceito de modernidade na pintura e na literatura

14/10/2010 — ADCom Comunicação

Original foi publicado por Charles Baudelaire, no final de 1863, no periódico francês Figaro. Obra vem acompanhada de “O homem da multidão”, de Edgar Allan Poe

Em “O Pintor da Vida moderna”, o poeta francês Charles Baudelaire descreveu e analisou a obra do pintor Constantin Guys, que, para o autor, captou alguns dos aspectos definidores da vida moderna: a instantaneidade, o transitório, o fugidio e o contingente.

Quase impossível falar em modernidade e modernismo, em literatura e pintura, sem evocar o ensaio de Baudelaire. Fazia falta, entretanto, em português, uma edição que estivesse à altura desse texto fundador.

Mais recente integrante da coleção MIMO, a obra é enriquecida com um ensaio de Jérôme Dufilho – estudioso da obra de Constantin Guys – sobre as relações entre o pintor e o poeta. Dufilho foi também o responsável pelo trabalho de reunião do inestimável material iconográfico que compõe o livro.

Além dos textos de Baudelaire e de Dufilho e das preciosas pinturas de Guys – 95 imagens coloridas, inéditas em publicações brasileiras –, a presente edição também inclui uma nova tradução do conto de Edgar Allan Poe: “O homem da multidão”, que ocupa papel central no texto de Baudelaire. “O Pintor da Vida moderna” pode, assim, ser lido sob uma nova e fascinante perspectiva.

Para Jérôme Dufilho, “a novidade do olhar de Guys é sua contribuição mais marcante à arte do século XIX. Todos os temas que compõem a vida dessas sociedades são abordados com o mesmo tom de testemunho que fazem desses espetáculos matéria para ser pensada”.

Não à toa, Baudelaire exaltou o trabalho de Guys. O pintor realmente apresentou uma arte nova, representando artisticamente uma sociedade transformada. Homem de sua época, ele enxergou o novo da sociedade e o transportou para suas telas, permitindo que a beleza que enxergou fosse compreendida. Como escreveu Dufilho: “As obras de Guys têm uma alma. E ela é de ordem divina”.

Outras importantes obras que integram a coleção MIMO são: O casaco de Marx – Roupas, memória, dor, de Peter Stallybrass; Meu coração desnudado, de Charles Baudelaire; Manual do dândi – A vida com estilo, que reúne textos de Baudelaire, Honoré de Balzac e Jules Barbey D’Aurevilly; Antropologia do Ciborgue – As vertigens do pós-humano, de Donna Haraway e Hari Kunzru; e Rabiscado no Teatro, de Stéphane Mallarmé. Todos com tradução de Tomaz Tadeu.

Tomaz Tadeu é tradutor e coordenador da coleção MIMO. Outro recente trabalho de Tomaz é a tradução da Ética, de Spinoza (Autêntica Editora, 2006).

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