juliana 



Então!
Esse livro foi indicado por uma amiga minha(Daiany).
Li e gostei muito mesmo.
É bem bacana.
Mariana Castilho de S. Rogedo 



Eu sou de Belo Horizonte e moro em Berkeley na California tem 5 anos. Recebi o livro como um presente adiantado de aniversario do meu irmão. Nao sou gay, e nao tenho HIV. Meu irmão e gay, e nunca tive preconceito com relação a isso. Mas lendo o livro, penso que ele tem ou tinha preconceito com isso, pois nunca teve uma conversa aberta nem comigo, nem com a família. … ou melhor… nao teve no começo. Lendo o livro, fico pensando que muitas vezes a propria pessoa nao ve no amigo ou na familia um aliado! (Toda pessoa tem uma Julia, um Rogerio, uma virgina. Nem todos tem essa mae ou tem! Nem todos tem o mesmo pai, ou tem…).
Fiquei impressionada com a leveza da leitura. Enviei um email para meu irmão falando que comecei a ler o livro e no outro dia enviei outro email falando que terminei e gostei, e perguntei com o que ele mais se identificava. Ele me deu o livro com uma carta, falando que fez o exame e nao tem HIV. Imagina receber o livro de presente sem explicacoes…
Eu nao tenho acompanhado as mudanças de tratamentos, mas em 1998 eu fiz uma cartilha com 3 mil copias que foi um trabalho de publicidade, quando estudava publicidade e propaganda. Depois disso nao tive muito mais contato com ONGs. Quase fiz uma vinheta para o Ministério de Saúde, mas nao saiu do papel.
A experiencia de viver na California faz ver o “mundo gay” ainda mais diferente. O Brasil como uma forma geral e muito preconceituoso com tudo! Nao so com gay, mais com gordo, com mulher, sao tantos estereótipos. Você tem que ser linda/ lindo, bem sucedida/sucedido, estudada/estudado… muitos estereótipos. Eu escrevi uma carta falando disso, para um amigo que era ativista no Rio de Janeiro e aplicou para anistia aqui. Ele conseguiu a anistia dele! O preconceito e muito grande. Em Minas Gerias, um estado conservador, ainda maior!
Eu pensei que morando na California, Sao Francisco ficaria com a cabeca mais aberta! Na verdade nao. Tenho um pensamento bem mais critico. Acredito que as pessoas amam. Nao sou preconceituosa com as opcoes sexuais dos outros. A vida e a deles! Deixem eles serem felizes, igual quero ser feliz. Nao importa! Tem hora que penso que todos gays deveriam morar na California (nao que eu iria gostar, afinal nao sou homo), mas eles seriam felizes aqui! E muito mais aberto. Imagina no Brasil, a crianca de 7 anos ser levada para escola por duas maes ou dois pais… isso e comum aqui!
Algumas coisas eu nao acostumo. Algumas coisas acho doenca. Juro que nao e preconceito! Mas tem uma feira anual – Folson Street… uma vez mandei por engano as fotos desse evento para minha familia. Meu irmao e mae abriram o CD de fotos, mesmo com meu aviso: vai chegar um CD, por favor joga fora!!! Acho que nem meu irmao podia digerir o que eu vi ali! Quando falo em doenca, e ver a pessoa sendo amarrada em uma corda e andando na rua como cachorro da outra! Nunca vou entender isso! Nao acredito que isso seja saudavel e nem acredito que seja amor. Achei humilhante. Eu respeito todos os sexos. Fico triste quando vejo um homem GATO que gosta de homem, e verdade!… mas fazer o que?
Que todos sejam felizes. E que todos, nao importa o sexo, usem camisinha!
Marcelo Castilho de Souza Rogedo 



Tive o prazer de conhecer o Bernardo no dia do lançamento do livro e consegui também, o autógrafo dele. Me identifiquei muito com ele, com os conflitos, as dores, as alegrias. Não tenho HIV, mas ao ler me via também em várias situações passadas por ele. Ser gay nunca foi problema pra mim, embora na época eu ainda estivesse no armário. Hoje os tratamentos para AIDS evoluíram muito. Nem me recordo como era na época. Mas conhecer o Bernardo foi uma lição de vida pra mim. Mais ainda me mostrou não apenas que temos todos que nos proteger sexualmente, mas também que nunca devemos julgar alguém por causa de uma doença. Lembro que ainda não havia saído do armário e tive que inventar uma desculpa em casa para ir. Hoje eu já falaria: “Mãe, vou ao lançamento de um livro de um cara e que fala de AIDS na sua vida.” Nunca mais tive notícias dele, mas certamente foi um dos motivos que me fizeram também sair do armário e hoje ser mais feliz. Recomendo a todos a leitura do livro. É uma lição de vida.
Katia Deutner 



Ops! Aprendendo a viver, com aids
Bernardo Dania Guiné
Editora Autêntica
204 páginas
20 reais
Descobrir que está com Aids aos 19 anos. Essa é a história de Bernardo Dania Guiné. Um garoto inteligente e com um senso de humor afiado que relata no livro “Ops! Aprendendo a viver, com aids”, seus obstáculos para superar a doença e continuar a viver.
“Eu sequer tinha tido tempo de vida para sonhar alguma coisa. Era novo demais. Tinha 19 anos! Mal começara a fazer sexo e já estava infectado! Que merda!”.
Assim é Bernardo. Inteligente, com um senso de humor afiado e soropositivo. O garoto que acabara de sair da adolescência e já se via com um novo desafio a vencer: viver com Aids.
Bernardo começa seu livro contando como seu pai ficou sabendo sobre sua homossexualidade e qual foi a reação: um chute na bunda no meio da rua. De preconceito em preconceito, o autor foi descobrindo a vida adulta.
Namoros rápidos e sem muitos sentimentos. Vida agitada em boates gays. Sintomas começando a aparecer e muitas revelações: namorava um soropositivo e já estava infectado desde os 16 anos.
A primeira doença oportunista e as primeiras confissões. A mudança para Brasília e a doença da tia: fatos relatados sem meias palavras ou lamentações. Tudo muito sentido e vivido.
“Fiquei sem entender que raio de coisa era aquela que podia ser aberta, levantada, puxada. Eu e a Xuxa na minha cabeça, em plena mesa de cirurgia: ‘todos dançam, pegam, esticam e puxam!’”. Assim é Bernardo. Irreverente até para contar como foi sua cirurgia para retirar um gânglio do pescoço, decorrente de uma tuberculose ganglionar.
Com um forte senso de humor, Bernardo conta como foram os primeiros namoros após a doença: dizer logo no início “Oi, eu tenho aids. Você está acompanhado?”, ou esperar para contar depois? Não. A situação era difícil, mas tinha que contar antes de envolvimento maior.
A luta e a força de sua mãe, que o ajudou ao mesmo tempo em que cuidava da irmã com câncer. A grande amiga Virgínia e o companheiro Rogério, que conheceu quando lançou suas poesias na Internet. Pessoas importantes para a superação dos obstáculos de sua vida.
Bernardo termina seu relato pedindo aos leitores para visitar, o site “Ser Positivo” (www.serpositivo.cjb.net), do qual é editor de conteúdo. “Fatos são fatos: do ciclo de vida e morte nunca me foi dado escapar, mesmo antes da aids. Desculpe-me, mais uma vez. Quisera nunca ter mentido”. E dá para negar isso?