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Estojo - Mrs Dalloway

Estojo - Mrs Dalloway

(autoria), (tradução)

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No momento em que entra em domínio público a obra de Virginia Woolf (1882-1941), a Autêntica Editora orgulha-se em oferecer ao público brasileiro uma nova tradução de um de seus mais importantes romances, Mrs Dalloway, apresentada numa edição muito especial.

Para começar, a Mrs Dalloway da Autêntica vem em dose dupla: dois volumes acondicionados num belíssimo estojo. Um dos volumes é o romance propriamente dito. O outro é uma espécie de livro de anotações ou de apontamentos a que demos o título O diário de Mrs Dalloway. Com desenhos de Mayra Martins Redin e frases selecionadas de Virginia Woolf sobre a leitura e a escrita, entre outros temas, o volume funciona como uma agenda muito especial, com quatro tipos de páginas para anotações: pautadas, quadriculadas, divididas em quadrantes e inteiramente brancas.

Os volumes são apresentados em capa dura com papel especial que remete às antigas encadernações de tecido, com letras em baixo relevo branco. Nas folhas de guarda, um mapa estilizado de Londres em aquarela, com o itinerário de Mrs Dalloway num dia do verão de 1923. Um verdadeiro objeto de desejo, como tendem a ser os livros impressos nesta era de competição com o livro digital. Bom para ver e para tocar. E também para ler!

A tradução, de Tomaz Tadeu, é enriquecida com textos do próprio tradutor sobre a vida de Virginia Woolf e sobre a estética de sua ficção, além de abundantes notas e de um índice onomástico com informações sobre todos os nomes próprios (ruas, monumentos, personalidades) que aparecem no romance.

Mrs Dalloway, primeiramente publicado em 1925, é o primeiro e bem-sucedido resultado do continuado esforço de Virginia para romper com as convenções do romance tradicional e estabelecer as bases de uma nova estética da ficção, um esforço que apenas parcialmente fora recompensado com o romance anterior, O quarto de Jacob (1922), e se consolidaria no seguinte, Ao farol (1927). Numa perspectiva mais ampla, Mrs Dalloway insere-se no movimento que, retrospectivamente, seria caracterizado como modernismo literário e cujo início pode ser situado na primeira década do século XX. Na Grã-Bretanha, além de Virginia, destacam-se os nomes de James Joyce, na ficção, e T. S. Eliot, na poesia.

É simples a trama de Mrs Dalloway. Tudo se passa num dia de junho de 1923, entre as 10 horas da manhã e a meia-noite. Na face visível da realidade, a dos atos banais do dia a dia, Clarissa Dalloway sai para comprar flores para a festa que dará à noite. No caminho passa por algumas das ruas centrais de Londres e por dois de seus principais parques, encontrando o amigo Hugh Whitbread. Seu trajeto cruza com o de outro personagem central, Septimus Warren Smith, que, acometido de um sério trauma de guerra, encaminha-se, com a esposa que conheceu na Itália, Rezia, para uma consulta com um importante psiquiatra.

Já em casa, a Sra. Dalloway recebe a visita de um antigo namorado, Peter Walsh, que acabara de voltar de uma longa temporada de trabalho na Índia. Deixando a casa de Clarissa, Peter Walsh empreende a própria caminhada por Londres, regressando, depois, ao seu hotel, de onde sai, ao final da tarde, para a festa da antiga namorada. O romance culmina na festa da Sra. Dalloway, onde se encontram pessoas de suas atuais relações, como o próprio Primeiro-Ministro, e pessoas de seu passado: além de Peter Walsh, também Sally Seton, uma paixão da adolescência.

Um mosaico de cenas exteriores recheia a trama aparente do romance: a passagem de um misterioso automóvel carregando uma importante personagem política; as proezas de um avião escrevente; uma rusga entre a filha adolescente da Sra. Dalloway, Elizabeth, e sua preceptora, a Srta. Kilman; a aventurosa perseguição feita por Peter Walsh a uma senhorita que ele destacara da multidão; uma mendiga, próximo à estação de metrô do Regent’s Park, entoando uma canção ancestral; o trágico fim de Septimus.

A estrutura da narrativa tampouco é complicada. No esforço para evitar a linearidade típica da prosa e da narrativa tradicional, Virginia Woolf dividiu o romance não em capítulos, mas em cenas, onde se sobrepõem, se cruzam e se confundem, numa simultaneidade vertiginosa, episódios do presente e do passado; acontecimentos atuais e rememorações; atos, visões e pensamentos; fantasia e realidade; vida e sonho; realidade e alucinação. É nesse painel cuidadosamente montado, composto por doze seções, assinaladas, na edição original, apenas por duas linhas em branco, que Virginia empreende uma exploração que, na superfície, cobre o mapa da área central de Londres, mas, muito mais profundamente, percorre o mapa interior e sentimental de personagens como Clarissa Dalloway, Peter Walsh, Septimus Warren Smith…

Deixe-se tentar, pois, por esta delícia. A Mrs Dalloway da Autêntica prova que o livro impresso é uma experiência inigualável, inimitável, insubstituível.

2013

Prêmio Jabuti 2013
3º lugar na categoria Tradução

• Formato: 15 X 23 cm • ISBN: 9788575266038 • Código: 10871 • Área temática: Literatura Estrangeira • Autêntica Editora • Edição: 1 • Mês/Ano de publicação: 01/2012


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